
Canadá convoca OpenAI para esclarecimentos após massacre em escola

Autoridades canadenses convocaram representantes da OpenAI para esclarecimentos após confirmarem de que a empresa não notificou a polícia sobre a conta de adolescente responsável por massacre, informou o CBC News na terça-feira (24).
Jesse Van Rootselaar, transgênero* de 18 anos, matou nove pessoas na pequena cidade de Columbia Britânica, Canadá, em 11 de fevereiro de 2026. Jesse teria assassinado sua mãe e seu irmão, antes de disparar contra estudantes de uma instituição de ensino médio e provocar mais sete fatalidades, cometendo suicídio ao final do ataque, ainda na área da escola.

Jesse teve sua conta no ChatGPT suspensa em junho de 2025 por "publicações problemáticas, incluindo situações de violência armada", mas a empresa de inteligência artificial (IA) não acionou as autoridades. A empresa alegou que seus sistemas automatizados identificaram as trocas, mas não encontraram evidências de planejamento "crível ou iminente", optando apenas pelo banimento. O ministro da Inteligência Artificial do Canadá, Evan Solomon, classificou a postura da empresa como "profundamente perturbadora".
"Esperávamos que a OpenAI apresentasse algumas propostas concretas que pudéssemos entender, que tivessem alterado seus protocolos após a terrível tragédia em Tumbler Ridge. Mas não ouvimos falar de nenhum novo protocolo de segurança substancial, além de algumas mudanças em seu modelo", observou o ministro.
Segundo divulgações exclusivas pelo Wall Street Journal, para além dos cenários violentos compartilhados com o chatbot, Jesse teria simulado tiroteios em massa em plataforma de jogos nos dias que antecederam o crime. A reportagem indica que a polícia já havia visitado sua casa diversas vezes para tratar de questões relacionadas à sua saúde mental e chegaram a remover temporariamente as armas da residência.
*O movimento internacional LGBT é classificado como uma organização extremista no território da Rússia e proibido no país.
