Trump diz que Irã trabalha em mísseis capazes de alcançar os EUA

Presidente dos Estados Unidos afirma que Teerã evita assumir compromisso de não desenvolver arma nuclear durante negociações.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irã está desenvolvendo mísseis capazes de atingir o território americano e que o país se recusa a assumir, nas negociações, o compromisso de não produzir armas nucleares.

"São pessoas terríveis. Já desenvolveram mísseis que podem ameaçar a Europa e nossas bases no exterior e estão trabalhando para construir mísseis que em breve poderão alcançar os Estados Unidos", disse nesta terça-feira (24).

Segundo Trump, Teerã voltou a perseguir "ambições sinistras". Ele afirmou que há negociações em andamento e que o Irã quer fechar um acordo, mas que ainda não declarou explicitamente que nunca terá uma arma nuclear.

"Não ouvimos essas palavras 'secretas': 'Nunca teremos uma arma nuclear'", declarou.

Tensões entre EUA e Irã

A tensão entre os Estados Unidos e o Irã aumentou no início de janeiro, quando Trump ameaçou uma intervenção militar, alegando preocupação com os participantes dos protestos internos no Irã. Embora as manifestações tenham cessado, Washington manteve a pressão, recalibrando seu argumento de volta à oposição aos programas nucleares e de mísseis de Teerã.

A primeira jornada de contatos indiretos entre os EUA e o Irã sobre a questão nuclear. Após o encontro, Trump afirmou que "o Irã parece muito interessado em chegar a um acordo". Por sua vez, Teerã descreveu o ambiente como "positivo" e confirmou a vontade de manter o canal de diálogo aberto. Uma nova rodada de conversações foi realizada na terça-feira (17) em Genebra, na Suíça.

Ao mesmo tempo, a nação persa tem assegurado repetidamente que está preparada para responder a qualquer "erro estratégico" dos EUA com golpes "pesados". Além disso, alertou que uma cessação completa do enriquecimento de urânio é "absolutamente inaceitável" para o Irã.

Por sua vez, Donald Trump advertiu nesta quinta-feira (19) que "coisas ruins" poderiam acontecer ao Irã se não fosse alcançado um acordo com Washington, e deu a Teerã um prazo de 10 a 15 dias, que classificou como o "máximo", para alcançá-lo. Sem entrar em detalhes sobre um eventual ataque militar, ele afirmou que os Estados Unidos "vão conseguir um acordo de uma forma ou de outra" e que, se isso não acontecer, "será uma pena para eles".

Na sexta-feira (20), o presidente americano afirmou que está considerando um "ataque limitado" contra a nação persa.