Múltiplos aviões de combate F-22, dos EUA, partiram do Reino Unido e estão se estabelencendo em uma base aérea localizada no sul de Israel, como parte do aumento das forças militares de Washington no Oriente Médio, informou o The Times of Israel nesta terça-feira (24).
Segundo os relatos, um total de 12 caças desse modelo decolaram da base da Força Aérea Real britânica em Lakenheath, onde haviam chegado na semana passada e tiveram que permanecer por vários dias devido a problemas com as aeronaves de reabastecimento que os acompanhavam.
"12 aviões de combate F-22 americanos pousaram esta tarde em uma das bases da Força Aérea Israelense no sul do país", confirmaram meios israelenses citados pela agência Anadolu, acrescentando que a missão das aeronaves é "penetrar em território inimigo e desativar os sistemas de defesa aérea e as instalações de radar".
Este novo deslocamento de aviões em direção ao Oriente Médio ocorre em um momento em meio às constantes ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã.
Dezenas de aviões de combate já foram avistados dirigindo-se ao Oriente Médio, segundo a Military Air Tracking Alliance. Da mesma forma, foram detectados múltiplos aviões de reabastecimento que transportam combustível e centenas de voos de carga que se dirigem à região desde meados de fevereiro.
Teerã se mantém firme
As ameaças de Trump sobre uma possível ação militar contra o Irã acontecem simultaneamente ao reforço bélico no Oriente Médio.
Na quarta-feira passada (18), foram divulgadas informações de que o mandatário ordenou o envio à região do USS Gerald R. Ford, o maior e mais avançado porta-aviões nuclear do mundo, junto com seu grupo de combate. O grupo se unirá ao USS Abraham Lincoln.
Diante da pressão acelerada de Washington e suas exigências em torno do programa nuclear e de mísseis do país persa, Teerã continua defendendo seus interesses legítimos.
Autoridades iranianas sublinharam repetidas vezes que estão preparados para responder com golpes "pesados" a qualquer "erro estratégico" dos EUA, e advertem que serão ainda mais fortes do que durante a "Guerra dos 12 dias".
Paralelamente, o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, garantiu que a energia nuclear e o enriquecimento de urânio são um "direito inegável" para Teerã, garantido pelas diretrizes da Agência Internacional de Energia Atômica.
Enquanto isso, o enviado especial Steve Witkoff comentou, citado pelo canal Fox News, que Trump se perguntava por que os iranianos não capitularam apesar da pressão naval e destacou a dificuldade de obrigá-los a renunciar à aquisição de armas.