Conheça os efeitos inesperados do consumo de frutas secas

Esse tipo de alimento pode ser uma alternativa mais saudável aos lanches ultraprocessados que dominam o dia a dia.​

Um estudo clínico realizado no Vanderbilt University Medical Center, nos Estados Unidos, mostrou que trocar os lanches habituais por frutas secas pode reduzir a vontade de comer doces e fast food, além de melhorar de forma significativa a qualidade da dieta em jovens adultos com risco de síndrome metabólica.

Os participantes que passaram a consumir uma mistura diária de frutos secos entre as refeições apresentaram menos desejo por alimentos ricos em açúcar e gordura e ganharam pontos importantes em um índice oficial que avalia a qualidade global da alimentação.​

Frutos secos, como amêndoas, nozes, avelãs, pistache, pecãs, macadâmias e caju, são ricos em gorduras insaturadas, proteínas vegetais, fibras, vitaminas e minerais, e podem ser uma alternativa mais saudável aos lanches ultraprocessados que dominam o dia a dia.​

Progresso da pesquisa

O estudo acompanhou 84 jovens adultos, com idades entre 22 e 36 anos, todos com Índice de Massa Corporal (IMC) elevado e pelo menos um fator de risco para síndrome metabólica, durante 16 semanas.

Metade do grupo passou a consumir dois snacks diários de uma mistura de frutos secos (33,5 g por porção), enquanto a outra metade recebeu lanches ricos em hidratos de carbono, como pretzels, bolachas e barras de cereais, com calorias semelhantes.​

No final do experimento, o grupo que consumiu frutos secos relatou uma redução importante nos desejos por alimentos como bolachas, brownies, donuts, gelados, doces, batatas fritas e pizza, além de diminuir a frequência de consumo de sobremesas congeladas e snacks salgados.​

Outros efeitos inesperados

Ao mesmo tempo, esses participantes aumentaram a ingestão de alimentos ricos em proteína, sobretudo de origem vegetal e de peixe, o que contribuiu para um padrão alimentar mais equilibrado e alinhado com as recomendações oficiais de saúde.​

Os autores observaram também que, entre os consumidores de frutos secos, houve um aumento nos níveis de GLP‑1 total, um hormônio associado à saciedade, que se correlacionou com a diminuição dos desejos por bolo, brownies, doces e sorvetes.​

Apesar de os frutos secos serem alimentos energeticamente densos, não houve aumento da ingestão calórica total nem do peso corporal nesse grupo, sugerindo que as calorias provenientes dos frutos secos foram compensadas por menor consumo de outros alimentos ao longo do dia.​

Já o grupo que manteve os snacks ricos em hidratos de carbono apresentou aumento na ingestão de energia diária e um ligeiro ganho de peso, reforçando a ideia de que o tipo de lanche escolhido influencia diretamente o balanço energético e o risco metabólico.