
China se pronuncia após tensão com jatos dos EUA no Mar Amarelo

A porta-voz do Ministério das Relações Internacionais da China, Mao Ning, afirmou em coletiva de imprensa nesta terça-feira (24) que as forças armadas chinesas rastrearam e monitoraram as atividades militares norte-americanas realizadas no Mar Amarelo.

"Sobre as atividades das aeronaves dos EUA em um espaço aéreo relevante do Mar Amarelo, os militares chineses rastrearam e monitoraram elas, permanecendo alertas durante o processo e respondendo de maneira efetiva para administrar a situação de acordo com as leis e regulamentações", explicou quando perguntada sobre o recente encontro que aeronaves chinesas e americanas tiveram perto da costa da Coreia do Sul.
As atividades militares têm crescido na região, tanto com práticas de forças americanas quanto dos próprios chineses e dos norte-coreanos. O Mar Amarelo se estende da costa da China continental até a Península da Coreia.
Tensão na Península da Coreia
Na sexta-feira (20), caças F-16 das Forças Armadas dos EUA estacionados na Coreia do Sul protagonizaram um encontro com aeronaves chinesas sobre o Mar Amarelo.
O incidente ocorreu após os aviões americanos decolarem da Base Aérea de Osan para um exercício noturno em águas internacionais, entrando em uma zona de monitoramento entre as áreas de defesa aérea da Coreia do Sul e da China.
Apesar da mobilização imediata de caças por parte de Pequim para interceptar ou monitorar a incursão, não houve confronto. O Ministério da Defesa da Coreia do Sul e o comando das Forças dos Estados Unidos na Coreia (USFK, na sigla em inglês) mantiveram o sigilo sobre os detalhes da missão, embora Seul tenha sido notificada previamente sobre o plano de voo, ainda que sem especificações sobre o propósito real do treinamento.
