Presidente do México avalia medidas legais contra Musk após polêmica

A medida viria depois que o bilionário comentou que a presidente "está apenas dizendo o que seus chefes do cartel mandam ela dizer".

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou nesta terça-feira (24) que está avaliando a possibilidade de tomar medidas legais contra o empresário norte-americano Elon Musk, devido às críticas feitas pelo proprietário da X sobre a política de segurança da presidente.

"Estamos considerando a possibilidade de tomar alguma medida legal, os advogados estão analisando o caso", afirmou Sheinbaum quando questionada sobre o assunto durante coletiva de imprensa.

No entanto, a chefe de Estado minimizou os comentários de Musk e indicou que o que importa para ela "é o que diz o povo, a verdade".

"E a grande maioria das pessoas reconhece o trabalho das Forças Armadas e o trabalho que estamos fazendo todos os dias, não apenas na segurança, mas pelo bem do país, pelo bem-estar dos mexicanos; e é isso que vai nos guiar", enfatizou.

Sheinbaum classificou como "absurdo" o mito sobre o "narcogoverno". "Se antes era absurdo dizer isso, agora é ainda mais, então cai por si só (...) Eles já não sabem mais o que inventar, na verdade. Dá até riso ler os comentários dos 'comentocratas'", disse ela.

O que Musk disse?

Musk lançou na segunda-feira (23) uma dura crítica contra Sheinbaum, após a morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como "El Mencho", durante uma operação militar no estado de Jalisco. A opinião do dono da Tesla e do X foi expressa nas redes sociais, onde ele reagiu a um vídeo da presidente sobre a política de segurança contra o crime organizado.

"Ela só está dizendo o que seus chefes do cartel mandam ela dizer. Digamos que a punição por desobedecer é um pouco pior do que um 'plano de melhoria de desempenho", escreveu Musk no X.

No vídeo comentado pelo bilionário, a presidente afirma que uma "guerra contra o narcotráfico" está fora do marco legal e implicaria "uma permissão para matar sem julgamento". Além disso, ela afirmou que essa estratégia "não serviu para nada, além de aumentar os homicídios e o nível de violência no México", e alertou que significaria "um retorno ao fascismo".