
Senadores russos alertam que plano nuclear envolvendo Ucrânia pode escalar conflito

Apósrelatos da inteligência russa sobre a intenção do Reino Unido e da França de armar o regime de Kiev com armas nucleares, senadores russos alertaram que tal cenário levaria a uma escalada significativa do conflito ucraniano.
Em um comunicado divulgado na terça-feira (24) pelo serviço de imprensa do Conselho da Federação da Assembleia Federal russa, os parlamentares expressaram "extrema preocupação" com as intenções de Londres e Paris de "fornecer dispositivos explosivos nucleares à Ucrânia".
"A implementação desses planos levará a uma escalada acentuada do conflito, criando uma ameaça direta à segurança do nosso país, bem como de toda a região europeia", alertaram, citados pela imprensa russa.
A este respeito, os senadores condenaram as ações dos líderes de Londres e Paris, afirmando que "não podem ignorar" o fato de que a doutrina nuclear russa estipula que "a agressão contra a Rússia por qualquer Estado não nuclear com a participação ou o apoio de um Estado nuclear será considerada um ataque conjunto". Consequentemente, essas intenções de Reino Unido e França "inevitavelmente colocam seus próprios povos em perigo".

"A conivência irresponsável dos líderes do Reino Unido e da França, ignorando as instituições democráticas nacionais e violando os procedimentos legais estabelecidos, pode ter consequências catastróficas", enfatizaram.
Parlamentares pedem investigações
Em vista da situação atual, senadores russos se dirigiram a membros da Câmara dos Comuns e da Câmara dos Lordes britânicas, bem como a membros da Assembleia Nacional e do Senado da França, instando-os a "iniciar imediatamente as investigações parlamentares apropriadas e, com base em seus resultados, informar seus cidadãos e a comunidade internacional sobre todas as circunstâncias que envolvem esse ato de negligência extremamente perigoso".
Além disso, parlamentares russos propuseram que o Conselho de Segurança da ONU, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear também conduzam as investigações apropriadas, conforme exigido por seus mandatos.
