China comenta possibilidade de ataque dos EUA contra Irã

O Ministério das Relações Exteriores afirmou que Pequim acompanha de perto os acontecimentos e espera que todas as partes ajam com moderação.

A escalada de tensões no Oriente Médio não beneficia ninguém e as diferenças devem ser resolvidas através do diálogo, declarou nesta terça-feira (24) a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, ao comentar a atual crise entre Teerã e Washington.

A porta-voz acrescentou que Pequim acompanha de perto a situação e espera que todas as partes ajam com moderação.

Tensões entre EUA e Irã

A tensão entre os Estados Unidos e o Irã aumentou no início de janeiro, quando Trump ameaçou uma intervenção militar, alegando preocupação com os participantes dos protestos internos no Irã. Embora as manifestações tenham cessado, Washington manteve a pressão, recalibrando seu argumento de volta à oposição aos programas nucleares e de mísseis de Teerã.

primeira jornada de contatos indiretos entre os EUA e o Irã sobre a questão nuclear. Após o encontro, Trump afirmou que "o Irã parece muito interessado em chegar a um acordo". Por sua vez, Teerã descreveu o ambiente como "positivo" e confirmou a vontade de manter o canal de diálogo aberto. Uma nova rodada de conversações foi realizada na terça-feira (17) em Genebra, na Suíça.

Ao mesmo tempo, a nação persa tem assegurado repetidamente que está preparada para responder a qualquer "erro estratégico" dos EUA com golpes "pesados". Além disso, alertou que uma cessação completa do enriquecimento de urânio é "absolutamente inaceitável" para o Irã.

Por sua vez, Donald Trump advertiu nesta quinta-feira (19) que "coisas ruins" poderiam acontecer ao Irã se não fosse alcançado um acordo com Washington, e deu a Teerã um prazo de 10 a 15 dias, que classificou como o "máximo", para alcançá-lo. Sem entrar em detalhes sobre um eventual ataque militar, ele afirmou que os Estados Unidos "vão conseguir um acordo de uma forma ou de outra" e que, se isso não acontecer, "será uma pena para eles".

Na sexta-feira (20), o presidente americano afirmou que está considerando um "ataque limitado" contra a nação persa.