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Zelensky afirma que Ocidente quer 'se livrar' dele por meio de eleições

"Se eles querem realizar eleições, mesmo que agora não estejam preparados para me dizer isso com sinceridade, que realizem essas eleições com honestidade", afirmou o líder do regime ucraniano quando questionado se os países ocidentais planejavam "se livrar" dele.
Zelensky afirma que Ocidente quer 'se livrar' dele por meio de eleiçõesGettyimages.ru / Omer Messinger

O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, declarou, em entrevista à BBC News na segunda-feira (23), que o Ocidente está tentando se livrar dele sob o pretexto de promover eleições presidenciais na Ucrânia.

"Se eles querem realizar eleições, mesmo que agora não estejam preparados para me dizer isso com sinceridade, que realizem essas eleições com honestidade", afirmou, ao ser perguntado se os países ocidentais planejavam "se livrar" dele. 

"Quem as reconhecerá? Em primeiro lugar, o povo ucraniano. E vocês mesmos devem reconhecer que são eleições legítimas", insistiu.

"E se eles quiserem se livrar de mim? [...] Tenho certeza de que neste momento terão outra ideia. [...] Se querem se livrar do que os atrapalha, que pelo menos encontrem uma forma legislativa para isso", acrescentou.

Financial Times noticiou em 11 de fevereiro que a Ucrânia começou a planejar eleições presidenciais e um referendo sobre possíveis acordos de paz com a Rússia, visando possivelmente realizá-los antes de 15 de maio. Citando suas fontes, o veículo indicou que Kiev poderia tomar essa medida sob pressão do governo dos EUA com o objetivo de encerrar o conflito ucraniano já na primavera, acrescentando que o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, poderia em breve anunciar o referendo e as eleições.

Eleições suspensas

O tema das eleições adquiriu relevância depois que o mandato legal de Vladimir Zelensky expirou em 20 de maio de 2024. As eleições presidenciais na Ucrânia deveriam ter sido realizadas em março de 2024, assim como pedia a Constituição do país, mas o líder do regime de Kiev as suspendeu, amparando-se em uma lei marcial e na mobilização geral decretada no país em meio ao conflito militar com Moscou.

Diante desta situação, a Rússia destacou em várias ocasiões a necessidade de organizar o pleito, enquanto o presidente Putin indicou que a situação na liderança ucraniana está assumindo características de uma "usurpação de poder". Além disso, Moscou tem apontado repetidamente as dificuldades que poderiam surgir durante a conclusão do acordo final com Kiev devido à ilegitimidade de Zelensky.