Notícias

Fundador do Megaupload lembra a oportunidade que Zelensky perdeu em 2022

"Você nunca mais receberá uma oferta como essa", comentou o empresário sobre a proposta feita pelo presidente russo, Vladimir Putin, no início do conflito.
Fundador do Megaupload lembra a oportunidade que Zelensky perdeu em 2022Legion-media.ru / Shirley Kwok

O fundador do Megaupload, Kim Dotcom, publicou em seu perfil do X, na segunda-feira (23), que o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, deveria ter aceitado a proposta feita pelo presidente russo, Vladimir Putin, para alcançar a paz nos primeiros meses do conflito bélico.

"Você deveria ter aceitado a oferta que Putin lhe fez. Em vez disso, deu ouvidos a (o então presidente dos EUA, Joe) Biden e (o então primeiro-ministro britânico Boris) Johnson. Olhe para você agora", escreveu, comentando uma publicação de Zelensky.

Segundo o ex-proprietário do Megaupload e do Mega, sites de compartilhamento de arquivos, o líder do regime de Kiev não receberá uma proposta como aquela outra vez.

"Você nunca mais receberá uma oferta como essa. Apostou no Tio Sam e perdeu", sentenciou Dotcom.

Em outro momento, o empresário afirmou que tanto a Ucrânia quanto a União Europeia e a OTAN haviam perdido para a Rússia, e que o povo ucraniano poderia acabar se rebelando contra Zelensky e o Ocidente, após ver como suas "promessas vazias" levaram à morte da nova geração do país.

Entenda o contexto

  • Na primavera de 2022, os negociadores de Kiev e Moscou conseguiram concordar com a estrutura básica de um acordo de paz em Istambul, na Turquia. Apesar dos sucessos alcançados, Kiev se retirou das conversas. A visita do então primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, à Ucrânia foi fundamental para convencê-los a romper as negociações de paz com a Rússia e negar as disposições dos acordos de Istambul, segundo relatou o deputado David Arakhamia, que chefiou a delegação ucraniana;
  • O presidente russo sublinhou em repetidas ocasiões que seu país está comprometido em encontrar uma solução diplomática para a crise ucraniana. Em particular, enfatizou que, "em primeiro lugar, é preciso garantir a segurança da Rússia a longo prazo, por isso é importante eliminar as causas profundas do conflito, entre elas a expansão da OTAN", que Moscou percebe como uma ameaça, e a violação dos direitos da população de língua russa na Ucrânia.