O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, pediu nesta segunda-feira (23), na Organização das Nações Unidas (ONU), a libertação "imediata" do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, sequestrado no último dia 3 de janeiro pelos EUA.
Caracas exige "a imediata libertação por parte do governo dos Estados Unidos da América do Norte do presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, e de sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores", disse Gil, em pronunciamento no Segmento de Alto Nível do 61º Período de Sessões do Conselho de Direitos Humanos da ONU.
O ministro manifestou que o último dia 3 de janeiro "determinou um limite de extrema gravidade", ao realizar-se a "ação militar ilegal" contra a Venezuela, que "resultou em mais de 100 mortes e na detenção arbitrária do presidente" e da primeira-dama, "enquanto se encontravam em pleno exercício de suas funções".
O chanceler comentou que, apesar dessa ação, "consumada a partir da profunda assimetria tecnológica e militar" da Venezuela com os EUA, Caracas optou por "abrir um canal diplomático" para diminuir as diferenças entre ambos. Ele esclareceu que esse passo foi dado "não a partir da subordinação" e do "medo", mas sim "a partir da igualdade soberana dos Estados" e "da convicção de que o diálogo é o único caminho civilizado entre as nações".
Fim das 'medidas coercitivas'
Da mesma forma, o chanceler defendeu "a cessação de todas as medidas coercitivas unilaterais" aplicadas contra a Venezuela, "que não apenas são contrárias ao direito internacional, mas que violaram direitos humanos, econômicos, sociais e culturais de milhões de venezuelanos".
Gil também pediu pelo "respeito à soberania dos Estados, conforme a Carta das Nações Unidas", bem como impulsionar "uma agenda de direitos humanos que não eluda as grandes tragédias do mundo" e "que reconheça todas as vítimas igualmente, sem seletividade política para ninguém".
"A Venezuela seguirá defendendo sua independência, sua dignidade e os direitos de seu povo; o fará, como até agora, com a diplomacia, com a palavra e com a convicção profunda de que a paz é o bem supremo da humanidade", enfatizou o chanceler.