
Caso Epstein: enviado de Putin pede renúncia de primeiro-ministro britânico

Kirill Dmitriev, enviado especial da presidência russa, criticou nesta segunda-feira (23) o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e o ex-príncipe Andrew, envolvidos em escândalos com o falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein.
Em uma publicação feita no X, Dmitriev escreveu: "Os britânicos merecem coisa melhor do que príncipe Andrew e Starmer".
Em paralelo, Dmitriev pediu a renúncia do primeiro-ministro britânico, citando relatos de que ele permitiu que agressores sexuais de crianças evitassem acusações enquanto chefiava o Serviço de Procuradoria da Coroa (CPS, na sigla em inglês). "Starmer tem que sair", escreveu Dmitriev.

Starmer liderou o CPS de 2008 a 2013, e seu histórico durante esse período tem sido duramente criticado devido ao escândalo das gangues de aliciamento envolvendo grupos de homens, em sua maioria de origem estrangeira, que exploravam sexualmente crianças.
O escândalo atraiu atenção pela primeira vez no início da década de 2010, mas o governo de Starmer só lançou uma investigação formal em meados de 2025, embora ele tenha afirmado repetidas vezes que melhorou a gestão do CPS em tais casos durante seu tempo lá.
No entanto, novas reportagens do Daily Express e da GB News afirmam que, enquanto estava no CPS, Starmer ajudou a redigir e implementar um sistema onde suspeitos de crimes sexuais contra crianças recebiam "avisos de advertência" em vez de processos judiciais.
Citando registros, os veículos alegam que milhares desses avisos alertavam adultos para não contatarem crianças específicas, mas sem força legal ou penalidade imediata. As cartas criaram uma "ilusão perigosa de ação policial", enquanto permitiam que os infratores ficassem livres, aponta a mídia local.
O relatório surgiu após o gabinete de Starmer ser abalado no início deste mês pela mais recente divulgação de arquivos de Epstein nos EUA. A controvérsia centrou-se na falha de Starmer em investigar o ex-embaixador do Reino Unido, Peter Mandelson, que segundo os documentos possuía laços estreitos com Epstein.
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Até agora, Starmer manteve seu cargo pedindo desculpas publicamente às vítimas de Epstein e culpando Mandelson por "mentir" sobre seu relacionamento com o criminoso sexual. O chefe de gabinete de Starmer, o diretor de comunicações e o secretário de gabinete foram todos forçados a renunciar em meio ao escândalo.
Escândalo com a família real
Os últimos arquivos de Epstein também reacenderam um escândalo em torno da família real britânica, particularmente Andrew, irmão mais novo do rei Charles III.
O ex-príncipe foi detido na quinta-feira (19), e atualmente está sob investigação policial por "má conduta em cargo público" devido a alegações de que compartilhou segredos de governo com Epstein.
Os arquivos incluem uma denúncia anônima alegando que ele torturou uma criança de seis anos e documentos que corroboram a afirmação da vítima de Epstein, Virginia Giuffre, de que ela foi traficada para o ex-príncipe quando tinha apenas 17 anos.
Em outra postagem no X, Dmitriev, que anteriormente chamou Mountbatten-Windsor e outros associados de Epstein de "satânicos", avisou que o escândalo pode anunciar o "fim da coroa britânica".

