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Sheinbaum comenta papel dos Estados Unidos na eliminação de 'El Mencho'

Presidente do México destacou, durante coletiva de imprensa, a troca de informações com Washington.
Sheinbaum comenta papel dos Estados Unidos na eliminação de 'El Mencho'Gettyimages.ru / ObturadorMX

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, esclareceu nesta segunda-feira (23) que apenas tropas mexicanas participaram da captura e eliminação de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como 'El Mencho', líder do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG).

"É muito importante dizer isso. As operações, todas as operações, são realizadas por forças federais. Não há participação de forças americanas na operação. O que existe é muita troca de informações, como já dissemos aqui diversas vezes", afirmou a mandatária durante uma coletiva de imprensa.

"O entendimento com os Estados Unidos baseia-se fundamentalmente na troca de informações e inteligência. Neste caso, o governo dos Estados Unidos forneceu informações e até emitiu uma declaração, mas toda a operação, desde a fase de planejamento, é de responsabilidade das forças federais, neste caso, o Ministério da Defesa Nacional", explicou Sheinbaum.

  • As forças de segurança mexicanas realizaram a operação contra 'El Mencho' no domingo (22). O narcotraficante morreu após um confronto com os militares. A decapitação do cartel mais poderoso do México não ficou sem resposta. Os traficantes desencadearam uma onda de violência, incluindo dezenas de incêndios e ataques a lojas, veículos incendiados e bloqueios de estradas em vários estados do país.
  • A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, transmitiu a gratidão do governo Trump às forças armadas mexicanas após a operação. Leavitt também afirmou que os Estados Unidos forneceram apoio de inteligência às autoridades mexicanas durante a operação.
  • O líder e fundador do CJNG, a organização criminosa mais poderosa do México, era um dos criminosos mais procurados pelas autoridades mexicanas e americanas. A Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) o considerava um dos homens mais perigosos do mundo e ofereceu até 15 milhões de dólares por informações que levassem à sua captura.