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Operação que matou El Mencho teve cooperação direta dos Estados Unidos

Autoridades mexicanas confirmaram troca de informações com Washington na ação em Jalisco, enquanto representante dos EUA classificou o episódio como "um grande avanço".
Operação que matou El Mencho teve cooperação direta dos Estados UnidosGettyimages.ru / Stringer/Anadolu

A operação militar que resultou na morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, não foi conduzida apenas com base em informações internas do México. Autoridades confirmaram que houve cooperação direta dos Estados Unidos no planejamento da ofensiva realizada em Tapalpa, no estado de Jalisco, no domingo (22).

De acordo com informações divulgadas pela Secretaria da Defesa Nacional, a ação foi estruturada a partir de trabalhos de inteligência militar central, do Centro Nacional de Inteligência e da Procuradora Geral da República. No comunicado oficial, a pasta acrescentou que a operação contou com "informações complementares fornecidas por autoridades dos Estados Unidos, no âmbito da coordenação e cooperação bilateral".

A menção formal à colaboração internacional reforça o nível de integração entre os dois países no enfrentamento ao narcotráfico, especialmente em casos que envolvem grupos com atuação transnacional, como o Cartel Jalisco Nova Geração, o CJNG.

Após a confirmação da morte, o vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Christopher Landau, afirmou nas redes sociais ter sido informado de que forças de segurança mexicanas mataram "El Mencho", a quem classificou como "um dos traficantes mais sanguinários e implacáveis".

Segundo ele, o episódio representa "um grande avanço para o México, os Estados Unidos, a América Latina e o mundo" e demonstra que "os bons são mais fortes que os maus. Somos mais os bons do que os maus". Landau também parabenizou as forças de segurança da "grande nação mexicana".

A operação foi executada por Forças Especiais do Exército Mexicano, com apoio de aeronaves da Força Aérea e da Força Especial de Reação Imediata da Guarda Nacional. Segundo o governo mexicano, militares foram atacados e reagiram, resultando na morte de integrantes do grupo criminoso e na apreensão de armamento, incluindo lançadores capazes de derrubar aeronaves.