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'Não perdemos competitividade', afirma Alckmin sobre tarifa dos EUA

Ministro aponta que regra vale para todos os países e menciona viagem de Lula aos Estados Unidos como espaço para negociação.
'Não perdemos competitividade', afirma Alckmin sobre tarifa dos EUAGettyimages.ru / Mateus Bonomi/Anadolu

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou neste domingo (22) que o aumento das tarifas globais de importação dos Estados Unidos de 10% para 15% não gera perda de competitividade para as empresas brasileiras, informação divulgada pelo portal g1.

Segundo ele, como a alíquota é aplicada de forma igual a todos os países, o Brasil não perde espaço no mercado norte-americano.

A declaração foi feita em Aparecida do Norte (SP), onde Alckmin participou da Missa de Lançamento Celebrativo da Campanha da Fraternidade de 2026.

"Mesmo com a alíquota de 15%, como é igual para todo mundo, não perdemos competividade. Em alguns setores, ela zerou. Zerou para combustível, carne, café, celulose, suco de laranjas, aeronaves. Foi positivo. Acho que tem uma avenida de negociação com a ida do presidente Lula agora em março aos EUA para a gente conseguir abordar, ainda, questões não tarifárias", disse Alckmin.

O aumento da tarifa para 15% foi anunciado no sábado (21) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após decisão da Suprema Corte que derrubou o tarifaço imposto em 2025. Segundo Trump, a elevação é permitida pelos instrumentos jurídicos existentes no país.

De acordo com cálculo da Confederação Nacional da Indústria, com base em dados de 2024 da Comissão de Comércio Internacional dos Estados Unidos, a decisão impacta o equivalente a US$ 21,6 bilhões em exportações brasileiras ao mercado norte-americano.