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Embaixador dos EUA em Israel provoca indignação no mundo muçulmano

"Seria ótimo se eles tomassem tudo", disse o diplomata referindo-se à possibilidade de Tel Aviv assumir o controle de praticamente todo o Oriente Médio.
Embaixador dos EUA em Israel provoca indignação no mundo muçulmanoAP / Ohad Zwigenberg

Nações árabes e muçulmanas condenaram veementemente no sábado (21) os recentes comentários infelizes do embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, que afirmou que "seria ótimo" se Israel assumisse o controle de todo o Oriente Médio.

Em entrevista ao jornalista Tucker Carlson, Huckabee citou passagens do Antigo Testamento que prometem aos descendentes de Abraão todas as terras "do Nilo até o Eufrates", área que atualmente compreende praticamente todo o Oriente Médio. Ao ser perguntado se Israel teria direito a todo esse território, o embaixador afirmou que "seria ótimo se tomassem tudo".

Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Jordânia, Indonésia, Paquistão, Egito, Turquia, Síria, LíbanoPalestina, Kuwait, Líbano, Omã, Bahrein, o Conselho de Cooperação do Golfo, a Liga Árabe e a Organização de Cooperação Islâmica condenaram veementemente a posição de Huckabee em declaração conjunta, classificando-a como "perigosas e provocativas", e denunciando-a como "uma violação flagrante dos princípios do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, o que representa uma grave ameaça à segurança e à estabilidade da região".

As chancelarias de todos os países citados reafirmaram que Israel não possui soberania sobre o território palestino ocupado ou qualquer outro território árabe ocupado. Reiteraram sua firme rejeição a qualquer tentativa de anexar a Cisjordânia ou separá-la da Faixa de Gaza, sua firme oposição à expansão das atividades de assentamento no território palestino ocupado e sua rejeição categórica a qualquer ameaça à soberania dos Estados árabes.

Além disso, a nota alerta que "a continuidade das políticas expansionistas e das medidas ilegais de Israel apenas alimentará a violência e os conflitos na região e prejudicará as perspectivas de paz". A este respeito, reiteraram o seu firme compromisso com "o direito inalienável do povo palestino à autodeterminação e ao estabelecimento do seu Estado independente com base nas fronteiras de 4 de junho de 1967, bem como com o fim da ocupação de todos os territórios árabes".