Uma marca britânica foi descoberta durante a investigação da tentativa de assassinato do vice-diretor do Departamento Central de Inteligência da Rússia, o tenente-general Vladimir Alekseyev, segundo declarou neste domingo (22) o diretor do Serviço Federal de Segurança (FSB), Alexander Bortnikov.
"Temos certeza de que os responsáveis são os serviços especiais da Ucrânia. E por trás deles estão os países terceiros de que falamos anteriormente, já que os serviços especiais ucranianos agem sob a supervisão ou o controle dos serviços especiais ocidentais. Aqui vemos principalmente a influência britânica. Por isso, a investigação continua", explicou em entrevista ao jornalista Pavel Zarubin.
Bortnikov também enfatizou que estão sendo tomadas medidas de retaliação contra os ataques terroristas de Kiev, mas que se trata de um assunto delicado. "Estamos acompanhando de perto tudo o que acontece e, é claro, nunca esqueceremos nem perdoaremos", concluiu.
Ataque em Kiev em meio a negociações de paz
- Alekseyev sofreu um atentado em 6 de fevereiro dentro de um prédio residencial no noroeste de Moscou. O militar foi levado às pressas para um hospital.
- O ataque ocorreu um dia após as conversas em Abu Dhabi pelo grupo de trabalho trilateral da Rússia, EUA e Ucrânia para a busca de uma solução diplomática e política para o conflito ucraniano. A delegação russa foi representada pelo chefe do Departamento Central de Inteligência da Rússia, Igor Kostiukov, cujo primeiro adjunto é Alekseyev.
- O FSB anunciou a detenção de três suspeitos: o suposto agressor, um cidadão russo identificado como Liubomir Korba, nascido em 1960 na província de Ternopol (então na República Socialista Soviética da Ucrânia); Pável Vasin, que ajudou na vigilância, bem como seu pai, Viktor Vasin. Além disso, foi identificada outra cúmplice do crime: Zinaida Serebritskaya, nascida em 1971, que fugiu para a Ucrânia.