Em entrevista coletiva realizada neste domingo (22) em Nova Delhi, após concluir sua agenda na Índia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi questionado sobre as críticas que surgiram após sua homenagem no Carnaval, especificamente em relação à ala "neoconservadores em conserva", da escola de samba Acadêmicos de Niterói. A ala, que trouxe à avenida figuras com fantasias de latas, gerou desconforto entre evangélicos e alguns setores da oposição.
Em resposta, Lula se distanciou das críticas e afirmou: "Eu não sou carnavalesco". Ele explicou que não teve envolvimento na criação do samba-enredo ou nas alegorias do desfile, e que sua participação foi como uma simples homenagem. "A música é uma homenagem à minha mãe, dona Lindu, e à sua trajetória de vida, não a um projeto político ou ideológico", disse o presidente.
Lula destacou ainda que o desfile não envolveu suas escolhas pessoais. Ele fez questão de frisar que sua única contribuição foi aceitar a homenagem, uma ação que considera como uma expressão de carinho e respeito. O presidente também anunciou que, ao retornar ao Brasil, visitará a Acadêmicos de Niterói para agradecer o tributo. "Quando voltar, vou à escola para expressar minha gratidão pela homenagem", afirmou.
- A polémica envolvendo a ala de "neoconservadores" surgiu devido a um grupo de evangélicos que se sentiram ofendidos pela representação, que segundo eles, fazia uma crítica à imagem conservadora e à família tradicional. O fato gerou reações nas redes sociais e até entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro , que classificaram a situação como "humilhação" e "agressão" ao segmento evangélico.