O enviado especial da presidência russa, Kirill Dmitriev, afirmou neste sábado (21) que o ex-Príncipe Andrew e pessoas ligadas ao financista Jeffrey Epstein são "satanistas"*, ao comentar documentos recentemente divulgados pelo FBI. A declaração ocorre após a detenção do ex-membro da família real britânica na quinta-feira (19).
"O Príncipe Andrew do Reino Unido e seus amigos satanistas do Ocidente liberal torturaram uma menina de 6 anos com choques elétricos", escreveu Dmitriev em sua conta no X, ao anexar um documento relacionado ao caso Epstein.
O material citado integra um conjunto de arquivos tornados públicos pelo FBI e sugere que o ex-Duque de York teria testemunhado uma menina ser torturada por Ghislaine Maxwell, ex-parceira e cúmplice de Jeffrey Epstein, durante uma festa descrita como um "círculo de pedófilos".
Dmitriev também declarou que "a Rússia luta contra o satanismo".
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Andrew Mountbatten-Windsor foi detido por cerca de 12 horas na quinta-feira (19), segundo informações divulgadas após a abertura dos arquivos. Os documentos indicam que o ex-enviado comercial do Reino Unido entre 2001 e 2011 teria compartilhado informações confidenciais com Epstein.
O nome de Andrew já havia sido citado em outras investigações relacionadas ao caso. Ele foi acusado por Virginia Giuffre de abuso sexual quando ela era menor de idade.
O ex-príncipe negou as acusações e posteriormente firmou um acordo extrajudicial. Registros que perderam o sigilo também incluíram uma imagem do então Duque de York na mansão de Epstein ao lado de uma mulher identificada posteriormente como vítima de tráfico humano.
Em outubro de 2025, Andrew Mountbatten-Windsor foi destituído de seus títulos reais em meio às repercussões de sua relação com Epstein.
*O Movimento Satanista Internacional é classificado como extremista na Rússia e proibido em seu território.