Secretário do Tesouro pede que países mantenham tarifas de Trump após decisão da Suprema Corte

Scott Bessent afirma que parceiros devem cumprir acordos com Washington, mesmo após tribunal derrubar medidas adotadas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, pediu na sexta-feira (20) que os parceiros comerciais de Washington continuem a cumprir os acordos firmados com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mesmo após a Suprema Corte ter derrubado tarifas impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional.

"Peço para que todos os países respeitem seus acordos e a sigam adiante", declarou Bessent em entrevista à Fox News.

A decisão da Suprema Corte invalidou as tarifas adotadas pelo governo Trump sob a justificativa de emergência econômica. Para Bessent, o entendimento do tribunal "retirou o poder de negociação do presidente" no campo tarifário. Ao mesmo tempo, segundo ele, a medida abre espaço para ações "bem mais draconianas".

O secretário argumentou que o presidente dos Estados Unidos "tem o direito de impor um embargo total" e pode "eliminar [importações de] países inteiros ou cadeias de produção completas". Bessent acrescentou que os Estados Unidos "retornarão ao mesmo nível de tarifas para os países, só que de uma forma menos direta e um tanto mais complexa".

Após a decisão judicial, Trump anunciou que recorrerá a outros dispositivos legais para manter a política de elevação tarifária. O presidente dos Estados Unidos também declarou uma tarifa geral de 10% sobre todas as importações.

Bessent afirmou acreditar que "todos os países" manterão os compromissos comerciais firmados com Washington no último ano, apesar do novo cenário estabelecido pela Suprema Corte.