
Ex-príncipe Andrew teria testemunhado companheira de Epstein torturando menina com choques elétricos

Em meio ao choque gerado pela prisão do ex-príncipe Andrew do Reino Unido, a imprensa britânica revelou na quarta feira (19) um relatório do FBI afirmando que o irmão mais novo do rei Carlos III teria testemunhado uma menina menor de idade sendo submetida a "tortura com choques elétricos".

O documento, datado de 2020 e recentemente publicado entre os arquivos do caso Jeffrey Epstein, indica que a menor foi torturada por Ghislaine Maxwell, ex-parceira e cúmplice do falecido criminoso sexual, durante uma festa na década de 1990.
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Tortura em "festas de círculos de pedófilos"
"Quando eu tinha entre 6 e 8 anos e morava [INFORMAÇÃO OMITIDA - IO] em Surrey, no Reino Unido, meu pai [IO] me drogava à noite e me levava para 'festas' de círculos de pedófilos", afirmou a suposta vítima em sua denúncia. Ela também indicou que, em um desses eventos, foi atropelada por "um carro azul escuro com uma placa personalizada terminando em [IO], dirigido pelo Príncipe Andrew".
"Não fui levada ao hospital, mas sofri lesões permanentes nas costelas, no quadril e na perna direita", continuou a mulher. "Depois de ser atropelada, acordei com o Príncipe Andrew [IO]", acrescentou.
A vítima também afirmou que, em outra ocasião, desta vez em Frogmore Cottage — parte da propriedade pública da monarquia britânica em Windsor — "foi presa a uma mesa e torturada com choques elétricos por Ghislaine Maxwell e cercada por homens que que assistiam. Lembro-me de ter visto o rosto do Príncipe Andrew", disse ela.
"Tentei fugir. Maxwell me pegou e me bateu com uma vassoura. [IO] Ela também me ameaçou, dizendo que eu 'merecia morrer', e me bateu no rosto com a vassoura, quebrando meu nariz. Só fui levada ao hospital por causa do nariz quebrado depois de uma partida de rúgbi para que o ferimento pudesse ser atribuído a isso", acrescentou.
Nota da Polícia
A Polícia do condado de Surrey, na Inglaterra, declarou esta semana que tomou conhecimento de uma denúncia por escrito alegando tráfico de pessoas e agressões sexuais não recentes contra uma menor na vila de Virginia Water entre 1994 e 1996.
Os policiais afirmaram que, após revisarem seus sistemas com "as poucas informações que tinham", não encontraram evidências de que tais alegações tenham sido relatadas às autoridades.
- Andrew Mountbatten-Windsor, o antigo Duque de York, foi detido por quase 12 horas na quinta-feira (19) em conexão com as revelações dos arquivos de Epstein, que sugerem que o ex-membro da monarquia britânica vazou informações confidenciais para o financista pedófilo enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido entre 2001 e 2011.
- Esta acusação se soma a outras frentes abertas contra Andrew, que já havia sido acusado por Virginia Giuffre de abuso sexual quando ela era menor de idade. Embora tenha negado as acusações, o ex-príncipe chegou a um acordo extrajudicial com a acusadora. Documentos que recentemente perderam o sigilo também revelam uma imagem do príncipe na mansão de Epstein com uma mulher que, como se descobriu posteriormente, foi vítima de tráfico humano.


