O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, declarou em entrevista à Fox News na sexta-feira (2) que George Soros, para quem trabalhou durante 15 anos, "foi de grande ajuda no colapso da União Soviética".
"Meu trabalho para ele consistia em atuar na área de investimentos, nunca na fundação", esclareceu o alto funcionário, ressaltando, em primeiro lugar, que as duas coisas sempre foram separadas e não se misturavam.
"O Sr. Soros se concentrou em derrubar a Cortina de Ferro e foi de grande ajuda no colapso da União Soviética", comentou, lembrando que, no início da década de 2000, o empresário chegou a se concentrar na política interna dos EUA.
- Soros figura como um dos principais doadores do Partido Democrata e é próximo dos ex-presidentes Bill Clinton e Barack Obama. Sua influência em Washington também foi evidente durante o governo do republicano George W. Bush (2001-2009). No entanto, a chegada de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos significou a ruptura de fato do pacto não assinado.
- Trump acusou repetidamente Soros de organizar e financiar protestos antigovernamentais, bem como de incentivar a imigração irregular. Paralelamente, outros líderes, como o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán ou o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, formularam acusações semelhantes contra Soros, algo que ele e seus porta-vozes negaram repetidamente.