Corpos dos 'Mamonas Assassinas' serão exumados

Como gesto simbólico em homenagem aos membros da lendária banda de rock nacional Mamonas Assassinas, cuja trágica morte completa 30 anos no dia 2 março, suas famílias entraram em um acordo para exumar os restos mortais para serem cremados e usados como adubo no plantio de cinco árvores no Bio Parque Cemitério de Guarulhos, cidade onde o conjunto se formou. A notícia foi dada pelo colunista Ancelmo Gois do Globo neste sábado (21).
Relembre a trajetória
Com sua forma cômica e escrachada de tocar rock, os Mamonas Assassinas se tornaram um dos maiores fenômenos da música nacional na década de 90. Originária de Guarulhos, estado de São Paulo, com Dinho nos vocais, Bento Hinoto na guitarra, Samuel Reoli no baixo, Júlio Rasec nos teclados e Sérgio Reoli na bateria, o grupo surgiu das cinzas da banda de rock progressivo "Utopia", reinventando-se com letras irreverentes e uma mistura de ritmos que conquistou o país em 1995.
O sucesso do grupo foi meteórico e durou menos de um ano. O único álbum de estúdio, o homônimo Mamonas Assassinas, de 1995, vendeu mais de 2 milhões de cópias e emplacou diversos hits como Pelados em Santos, Chopis Centis e Robocop Gay que misturavam rock com sertanejo, pagode, forró e outros estilos.
Bem no auge da fama, uma tragédia encerrou a curta carreira dos Mamonas em 2 de março de 1996. O avião que transportava a banda de Brasília para Guarulhos colidiu com a Serra da Cantareira, em São Paulo, matando todos os integrantes além do piloto Jorge Luiz Germano Martins, o co-piloto Alberto Takeda, do ajudante de palco Isaac Souto e do segurança Sérgio Porto.
