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EUA consideram assassinar líder supremo do Irã e seu filho - Axios

"Trump mantém suas opções em aberto", informou uma fonte ao veículo.
EUA consideram assassinar líder supremo do Irã e seu filho - AxiosGettyimages.ru / Majid Saeedi

Os EUA avaliam assassinar o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e seu filho, Mojtaba, segundo reportagem da Axios citando fontes próximas ao presidente americano Donald Trump.

De acordo com uma das fontes, Washington considera várias opções para resolver seu embate com Teerã: "Eles têm opções para todos os cenários. Um cenário elimina o aiatolá, seu filho e os mulás", disse referindo-se ao líder supremo Ali Khamenei e seu filho Mojtaba, considerado um possível sucessor. "Ninguém sabe qual será a decisão do presidente. Acho que nem ele sabe", acrescentou.

Uma segunda fonte confirmou que essa opção foi apresentada ao presidente americano há algumas semanas.

Segundo o veículo, enquanto alguns assessores aconselham Trump a ser paciente, argumentando que, na medida em que o poderio militar americano se fortalece na região, a influência do presidente também cresce; outros conselheiros próximos, contudo, reconhecem que não sabem o que ele decidirá fazer ou quando: "Trump mantém suas opções em aberto", acrescentou outra fonte.

Tensões entre EUA e Irã

A tensão entre os Estados Unidos e o Irã aumentou no início de janeiro, quando Trump ameaçou uma intervenção militar, alegando preocupação com os participantes dos protestos internos no Irã. Embora as manifestações tenham cessado, Washington manteve a pressão, recalibrando seu argumento de volta à oposição aos programas nucleares e de mísseis de Teerã.

No dia 6 de fevereiro, foi realizada em Mascate, Omã, a primeira jornada de contatos indiretos entre os EUA e o Irã sobre a questão nuclear. Após o encontro, Trump afirmou que "o Irã parece muito interessado em chegar a um acordo". Por sua vez, Teerã descreveu o ambiente como "positivo" e confirmou a vontade de manter o canal de diálogo aberto. Uma nova rodada de conversações foi realizada na terça-feira (17) em Genebra, na Suíça.

Ao mesmo tempo, a nação persa tem assegurado repetidamente que está preparada para responder a qualquer "erro estratégico" dos EUA com golpes "pesados". Além disso, alertou que uma cessação completa do enriquecimento de urânio é "absolutamente inaceitável" para o Irã.

Por sua vez, Donald Trump advertiu nesta quinta-feira (19) que "coisas ruins" poderiam acontecer ao Irã se não fosse alcançado um acordo com Washington, e deu a Teerã um prazo de 10 a 15 dias, que classificou como o "máximo", para alcançá-lo. Sem entrar em detalhes sobre um eventual ataque militar, ele afirmou que os Estados Unidos "vão conseguir um acordo de uma forma ou de outra" e que, se isso não acontecer, "será uma pena para eles".

Na sexta-feira (20), o presidente americano afirmou que está considerando um "ataque limitado" contra a nação persa.