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IMAGENS DE SATÉLITE mostram dezenas de aviões militares dos EUA no Oriente Médio ameaçando atacar Irã

Em meio às tensões com Teerã, o Exército dos EUA enviou dezenas de caças e reuniu vários navios de guerra na região.
IMAGENS DE SATÉLITE mostram dezenas de aviões militares dos EUA no Oriente Médio ameaçando atacar IrãZUMA Press, Inc.

Os EUA continuam aumentando sua presença militar nas proximidades do Irã, em meio a tensões crescentes por um possível ataque americano contra a nação persa, de acordo com novas imagens de satélite e dados de rastreamento de voos compartilhados pelo New York Times neste sábado (21).

Imagens tiradas na sexta-feira (20) mostram dezenas de aviões e helicópteros na base Muwaffaq Salti, na Jordânia, onde, segundo o jornal, estão atualmente mais de 60 caças, o que representaria aproximadamente três vezes o número habitual. De acordo com dados de rastreamento de voos, desde 15 de fevereiro, pelo menos 68 aviões de transporte pousaram no local.

Além disso, o jornal sugere que pode haver mais aviões na base. Nas imagens, podem ser vistos caças F-35, que são unidades muito mais modernas do que as que costumam operar em Muwaffaq Salti. Também podem ser vistos veículos aéreos não tripulados e novas defesas antiaéreas.

Até agora, em fevereiro, o Exército dos EUA enviou dezenas de aviões para bases próximas ao Irã e reuniu cerca de 12 navios de guerra no Oriente Médio ou nas proximidades. Nesse contexto, o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que entrou na área do Comando Central em 26 de janeiro, opera no Mar Arábico Norte escoltado por três contratorpedeiros com mísseis guiados, cada um equipado com defesas aéreas e dezenas de mísseis, incluindo Tomahawk.

Tensões entre Washington e Teerã

A tensão entre os Estados Unidos e o Irã aumentou no início de janeiro, quando Trump ameaçou uma intervenção militar, alegando preocupação com os participantes dos protestos internos no Irã. Embora as manifestações tenham cessado, Washington manteve a pressão, recalibrando seu argumento de volta à oposição aos programas nucleares e de mísseis de Teerã.

No dia 6 de fevereiro, foi realizada em Mascate, Omã, a primeira jornada de contatos indiretos entre os EUA e o Irã sobre a questão nuclear. Após o encontro, Trump afirmou que "o Irã parece muito interessado em chegar a um acordo". Por sua vez, Teerã descreveu o ambiente como "positivo" e confirmou a vontade de manter o canal de diálogo aberto. Uma nova rodada de conversações foi realizada na terça-feira (17) em Genebra, na Suíça.

Ao mesmo tempo, a nação persa tem assegurado repetidamente que está preparada para responder a qualquer "erro estratégico" dos EUA com golpes "pesados". Além disso, alertou que uma cessação completa do enriquecimento de urânio é "absolutamente inaceitável" para o Irã.

Por sua vez, Donald Trump advertiu nesta quinta-feira (19) que "coisas ruins" poderiam acontecer ao Irã se não fosse alcançado um acordo com Washington, e deu a Teerã um prazo de 10 a 15 dias, que classificou como o "máximo", para alcançá-lo. Sem entrar em detalhes sobre um eventual ataque militar, ele afirmou que os Estados Unidos "vão conseguir um acordo de uma forma ou de outra" e que, se isso não acontecer, "será uma pena para eles".

Na sexta-feira (20), o presidente americano afirmou que está considerando um "ataque limitado" contra a nação persa.