O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi se reuniram neste sábado (21) para discutir uma parceria estratégica focada na exploração de terras raras e minerais críticos.
Antes da reunião bilateral, o presidente brasileiro foi recebido em uma cerimônia de boas-vindas no palácio presidencial indiano e os dois líderes posaram para a foto oficial do encontro.
Durante a reunião, os líderes assinaram um memorando de entendimento que estabelece uma colaboração técnica e científica entre Brasil e Índia, visando a troca de conhecimentos e tecnologias sobre esses recursos essenciais para indústrias globais.
Lula destacou a importância de fortalecer os laços entre os dois países, ressaltando as semelhanças nas questões enfrentadas por Brasil e Índia e as possibilidades de avanço conjunto em ciência, tecnologia e desenvolvimento sustentável.
O presidente também enfatizou que a colaboração bilateral deve beneficiar o Mercosul e o Sul Global, promovendo uma postura mais independente e evitando divisões geopolíticas.
O acordo sobre minerais raros também tem como objetivo o fortalecimento da indústria brasileira, com foco no processamento desses recursos em território nacional, gerando empregos e agregando valor. Lula ainda anunciou um compromisso para ampliar a parceria nas áreas de energias renováveis, biotecnologia e outras tecnologias emergentes, essenciais para o futuro econômico de Brasil e Índia.
Os dois países também destacaram a necessidade de uma governança global mais justa, com Lula reforçando o compromisso conjunto de Brasil e Índia na reforma da ONU e da OMC, buscando maior representatividade do Sul Global.
Além disso, assinatura de acordos também incluiu outras áreas, como saúde, tecnologia e apoio a pequenas e médias empresas.
Além disso, o presidente brasileiro confirmou posteriormente em suas redes sociais a intenção de aumentar o comércio entre seu país e a Índia para US$ 20 bilhões até 2030. "Em 2025, o comércio bilateral ultrapassou US$ 15 bilhões pela primeira vez na história, um aumento de 25% em comparação com 2024", informou.