Tucker Carlson se pronuncia após interrogatório em Israel: 'Exercício de humilhação'

"Em Israel tudo é gravado. É um Estado policial. É um Estado de vigilância. Obviamente, você vai a Israel e colocam 'software' no seu telefone. Todo mundo sabe", afirmou o jornalista.

O jornalista Tucker Carlson comentou, em entrevista com o embaixador dos EUA em Tel Aviv divulgada nesta sexta-feira (20), o incidente que afirmou ter vivido em Israel.

Ele declarou que, após a entrevista, "por alguma razão" não especificada, agentes de segurança do aeroporto israelense reteram seu passaporte e os de sua equipe. Dois de seus produtores, disse, foram interrogados detalhadamente.

"Então, um deles saiu e me disse: 'Foi a experiência mais estranha da minha vida. Fizeram perguntas sobre a entrevista. Com quem você falou?'", relatou o jornalista, destacando que, ironicamente, a entrevista sobre a qual questionavam ocorreu em uma sala contígua do aeroporto, de modo que os agentes já sabiam de tudo a respeito.

"Em Israel tudo é gravado. É um Estado policial. É um Estado de vigilância. Obviamente, você vai a Israel e colocam 'software' no seu telefone. Todo mundo sabe, certo? Estão espionando você constantemente, provavelmente mais do que em qualquer outro país. E por isso conhecem as respostas a essas perguntas, mas perguntam ao meu produtor coisas como: 'Onde você trabalha? Quantas pessoas trabalham lá? Você vai ao escritório? Onde fica o escritório? Como se chama?'. Estavam realizando uma espécie de operação de inteligência e um exercício de humilhação com meu produtor. Isso não é segurança", acrescentou.

''Foi estranho''

A detenção foi relatada pelo próprio Carlson ao jornal Daily Mail. "Homens que se identificaram como sendo da segurança do aeroporto levaram nossos passaportes, conduziram nosso produtor executivo a uma sala separada e depois exigiram saber sobre o que falamos com o embaixador Huckabee", disse. "Foi estranho. Agora já estamos fora do país", afirmou.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores de Israel negou as alegações. "Ao contrário dos relatos, Tucker Carlson e sua comitiva não foram detidos, retidos nem interrogados. Ao senhor Carlson e ao seu grupo foram feitas, de forma cortês, algumas perguntas rotineiras, em conformidade com os procedimentos padrão aplicados a muitos viajantes", declarou em comunicado.

A chancelaria afirmou que a conversa ocorreu em um espaço separado, dentro da sala VIP, "exclusivamente para proteger sua privacidade e evitar que esse tipo de conversa fosse mantido em público".