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Alckmin diz que Brasil não perderá competitividade com nova tarifa global de Trump

Presidente em exercício classificou como "muito importante para o Brasil" a decisão da Suprema Corte dos EUA desta sexta-feira (20), que anulou as chamadas "tarifas recíprocas" norte-americanas.
Alckmin diz que Brasil não perderá competitividade com nova tarifa global de TrumpPaulo Pinto/Agência Brasil

O Brasil não perderá competitividade com a nova tarifa global de 10% anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, nesta sexta-feira (20), afirmou o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. 

"Os 10% global é para todos. Nós não perdemos competitividade, se é 10% geral. O que estava acontecendo é que o Brasil estava com uma tarifa de 40% que ninguém mais tinha", pontuou.

O vice-presidente também classificou como "muito importante para o Brasil" a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que anulou as tarifas globais impostas por Trump

Segundo Alckmin, o entendimento abre espaço para ampliar as trocas comerciais. "Abriu-se uma avenida para um comércio mais pujante", declarou, citado pela Agência Brasil.

Setores como máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas podem se beneficiar com a redução das barreiras alfandegárias, destacou o político.

O vice-presidente disse ainda que "a negociação continua, o diálogo continua e abriu avenida para comércio exterior mais forte".

Suprema corte considera tarifas ilegais

Nesta sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos considerou ilegais as bases utilizadas pelo presidente Donald Trump para impor tarifas globais durante seu mandato e determinou o bloqueio da medida.

Para a Corte, as medidas ultrapassaram os limites legais concedidos ao Executivo.

Trump criticou duramente o entendimento, observando que a legislação norte-americana permite medidas até mesmo mais duras do que tarifas, como os embargos comerciais. "Em outras palavras, eu posso destruir o comércio, eu posso destruir o país", afirmou, acrescentando: "Mas não posso cobrar uma pequena taxa".

Ele também declarou que países que, segundo ele, vêm prejudicando os EUA há anos estão "em êxtase com a decisão", mas assegurou que tais nações "não ficarão felizes por muito tempo".

Na sequência, Trump prometeu que, em um esforço para "proteger seu país", vai impor cobranças com base em outros dispositivos legais. Com efeito imediato, disse que assinará uma ordem executiva para impor uma tarifa global de 10% com base na Seção 122, criada pela Lei de Comércio de 1974.