Haddad comenta decisão da Justiça americana de derrubar tarifaço de Trump: 'favorável'

O ministro da Fazenda sustentou ainda que o Brasil ''agiu de uma forma impecável'' em relação às tarifas.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reagiu à decisão da Suprema Corte dos EUA, que derrubou nesta sexta-feira (20) o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump contra diversos países.

"O efeito imediato, evidentemente, é favorável aos países que foram sancionados", afirmou o ministro em uma publicação em suas redes sociais.

Na mesma publicação, Haddad sustentou que o Brasil "se comportou diplomaticamente da maneira mais correta" ao longo de todos os momentos durante o tarifaço de Trump.

"Acreditou no diálogo, na disputa pelos canais competentes tanto na OMC quanto no Judiciário americano, estabelecendo uma conversa direta para falar de temas relevantes", acrescentou o ministro.

Relembre:

O Brasil tornou-se alvo de tarifas norte-americanas pela primeira vez em abril de 2025, com o chamado "Dia da Libertação", quando Trump anunciou uma tarifa contra virtualmente todas as nações e territórios do mundo. À época, produtos brasileiros foram submetidos a uma alíquota adicional de 10%.

Já em julho, o mandatário estabeleceu um novo aumento de 40%, associando a medida ao que ele qualificou de perseguição política contra seu aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e às supostas violações de direitos humanos no país. Com isso, a tarifa totalizava 50%, mas excluía uma série de produtos, como laranja, petróleo e aeronaves, em razão da pressão de diversos setores comerciais norte-americanos.

Após negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem Trump direcionou uma série de elogios, o percentual adicional de 40% foi removido de uma série de outros itens, como café.