
Haddad comenta decisão da Justiça americana de derrubar tarifaço de Trump: 'favorável'

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reagiu à decisão da Suprema Corte dos EUA, que derrubou nesta sexta-feira (20) o tarifaço imposto pelo presidente Donald Trump contra diversos países.
O Brasil, em todos os momentos se comportou diplomaticamente da maneira mais correta. Acreditou no diálogo, na disputa pelos canais competentes tanto na OMC quanto no Judiciário americano, estabelecendo uma conversa direta para falar de temas relevantes. O Brasil, do ponto de…
— Fernando Haddad (@Haddad_Fernando) February 20, 2026
"O efeito imediato, evidentemente, é favorável aos países que foram sancionados", afirmou o ministro em uma publicação em suas redes sociais.
Na mesma publicação, Haddad sustentou que o Brasil "se comportou diplomaticamente da maneira mais correta" ao longo de todos os momentos durante o tarifaço de Trump.
"Acreditou no diálogo, na disputa pelos canais competentes tanto na OMC quanto no Judiciário americano, estabelecendo uma conversa direta para falar de temas relevantes", acrescentou o ministro.
Relembre:
O Brasil tornou-se alvo de tarifas norte-americanas pela primeira vez em abril de 2025, com o chamado "Dia da Libertação", quando Trump anunciou uma tarifa contra virtualmente todas as nações e territórios do mundo. À época, produtos brasileiros foram submetidos a uma alíquota adicional de 10%.

Já em julho, o mandatário estabeleceu um novo aumento de 40%, associando a medida ao que ele qualificou de perseguição política contra seu aliado, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e às supostas violações de direitos humanos no país. Com isso, a tarifa totalizava 50%, mas excluía uma série de produtos, como laranja, petróleo e aeronaves, em razão da pressão de diversos setores comerciais norte-americanos.
Após negociações diretas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem Trump direcionou uma série de elogios, o percentual adicional de 40% foi removido de uma série de outros itens, como café.
