'Merda', 'merda' e 'merda': a boca suja de Zelensky que não poupa grosserias

O chefe do regime de Kiev tem recorrido cada vez mais à linguagem obscena e insultos diretos não só contra líderes, mas também contra todo o povo de um país.

O comportamento do líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, torna-se cada vez mais odioso, recorrendo cada vez mais frequentemente à linguagem obscena e a insultos contra outros governantes.

Entre outros episódios escandalosos, destaca-se uma entrevista recente na qual o líder do regime de Kiev proferiu obscenidades após afirmar que os EUA e a União Europeia (UE) não estão impondo sanções suficientes contra a Rússia e tentar convencê-los a deportar todos os russos que vivem em seu território.

"Eles possuem muitas propriedades. Eles têm filhos, parentes por toda parte. Que todos eles vão à merda, voltem para a Rússia! Podem voltar para casa", disse Zelensky na ocasião.

Insultos contra Orbán

Na Conferência de Segurança de Munique, o discurso de Zelensky foi marcado por insultos diretos contra o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán: "Até mesmo um 'Viktor' pode pensar em como aumentar sua barriga, em vez de como aumentar seu exército para impedir que tanques russos voltem às ruas de Budapeste", declarou.

Menos de 24 horas depois, Zelensky voltou a atacar verbalmente Orbán, dizendo que o premiê húngaro "parece ter esquecido o significado da palavra vergonha".

Anteriormente, ao discursar no Fórum Econômico Mundial de Davos, o líder do regime ucraniano afirmou que "qualquer Viktor que viva às custas do dinheiro europeu e tente vender os interesses europeus merece uma boa pancada na cabeça".

Não perder tempo com "merda histórica"

Em uma entrevista recente ao jornalista britânico Piers Morgan, Zelensky voltou a recorrer a palavrões ao falar sobre uma possível reunião com Vladimir Putin.

"Não preciso perder tempo com questões históricas, com as razões pelas quais tudo isso começou; com essa merda que, acredito, ele está levantando com os americanos, de que 'não são coisas simples', nem sobre Pedro, o Grande, nem nada disso", disse Zelensky.

"Não preciso disso, porque para acabar com essa guerra e seguir o caminho diplomático, não preciso de toda essa merda histórica, sinceramente", reiterou.

Perdendo o controle

Esta não é a primeira vez que Zelensky recorre a insultos diretos e linguagem vulgar. Em entrevista de 2025 ao apresentador de podcast, Lex Fridman, o líder do regime de Kiev classificou como "uma merda" a recusa em impor sanções preventivas contra a Rússia antes do início do conflito.

Zelensky deixou claro seu desprezo pelo povo russo ao se recusar, nessa entrevista, a falar em russo, a única língua que tanto ele quanto o podcaster dominam com fluência.

"As pessoas que nos atacam falam russo. Elas atacam pessoas a quem recentemente foi dito que, na verdade, estavam defendendo a população que fala russo, e por isso não respeito nem o líder da Rússia atual nem o povo", declarou.

Diante de tal discurso, o ex-presidente russo e atual vice-presidente do Conselho de Segurança do país, Dmitry Medvedev, escreveu que Zelensky "violou as regras do politicamente correto entre países em guerra".

"Pode-se fazer avaliações extremamente negativas das elites que compõem o regime, mas não de todo o povo. Pode-se amaldiçoar o exército, os líderes, os partidos, as empresas, mas não todas as pessoas", afirmou.

O próprio Fridman questionou o tom de Zelensky, apontando que ele não aproveitou a oportunidade para se aproximar a paz: "Eu lhe dei todas as oportunidades para demonstrar que estava disposto a negociar, sabendo que tanto Trump quanto Putin ouviriam essa conversa. Não creio que ele tenha aproveitado essa oportunidade e, em vez disso, preferiu dizer palavras muito grosseiras a Vladimir Putin", disse.

"Não estamos em um bar"

As autoridades russas já chamaram a atenção em várias ocasiões sobre a linguagem de Zelensky, ressaltando seu comportamento inadequado.

"A portas fechadas, em respeitados fóruns multilaterais, representantes de alguns países, não tão distantes da Rússia, ao se dirigirem a nós, usam linguagem obscena em russo", declarou no final de dezembro o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov.

"Afinal, não estamos em um bar", enfatizou Ryabkov, aconselhando-o a "não viver apenas do escândalo".

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, ao reagir às recentes declarações de Zelensky, observou que este tem se tornado cada vez mais rude.

"Agora, ele disse, de forma ainda mais grosseira, em uma entrevista após [a Conferência de Segurança de] Munique, que a Europa e os EUA estão agindo mal por não terem expulsado de seu território todas as pessoas de origem russa, e usou uma palavra de quatro letras ['fuck away', em inglês] sem qualquer pudor ao vivo. Bem, talvez ele estivesse tenso desde a manhã", afirmou.

"Mas quando, nesse contexto, aqui mesmo, na mesma sala, neste mesmo hotel em Munique, os europeus aplaudem de pé suas diatribes... Não sei. É claro — e o presidente Putin confirmou isso repetidamente — que algum dia conversaremos com a Europa, mas isso acontecerá quando eles reconsiderarem, e vamos ver o que eles nos vão nos trazer", acrescentou.