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'Liberdade de expressão é pura besteira', diz Macron

O presidente francês fez duras críticas aos algoritmos das redes sociais, alegando que possuem consequências democráticas "enormes".
'Liberdade de expressão é pura besteira', diz MacronGettyimages.ru / Johannes Simon

O presidente da França, Emmanuel Macron, rejeitou, ao discursar em Nova Delhi na quarta-feira (18) os argumentos das plataformas de redes sociais em defesa da liberdade de expressão, classificando-os como "pura besteira" e exigiu "total transparência" sobre como os algoritmos moldam o discurso online.

Em discurso em Nova Délhi na quarta-feira (18), Macron argumentou que o viés do algoritmo tem consequências democráticas "enormes", afirmando que as pessoas "não têm ideia de como o algoritmo é feito, como é testado, como é treinado e para onde irá guiá-las".

"Alguns deles afirmam ser a favor da liberdade de expressão. Nós somos a favor de algoritmos livres – totalmente transparentes", afirmou.

Macron pediu "transparência" e "ordem" nas redes sociais, enfatizando a necessidade de evitar discursos racistas e de ódio.

As declarações se dão em meio a divergências entre a UE e os EUA sobre a regulamentação da internet. Donald Trump, supostamente defendendo a liberdade de expressão online, criticou as tentativas da UE de controlar as plataformas de redes sociais, a maioria sede nos EUA.

Anteriormente, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, acusou os líderes europeus de restringirem a liberdade de expressão e alertou que o apoio dos EUA dependeria da adesão dos aliados a "valores fundamentais".

Críticas à supressão da liberdade na Internet

A rígida regulamentação das redes sociais pela União Europeia tem sido alvo de críticas por parte de líderes do setor de TI.

Após uma invasão, pela polícia, do escritório do X em Paris, o fundador do Telegram, Pavel Durov, declarou que a França "não é um país livre" e a acusou de perseguir as redes sociais.

O magnata Elon Musk, cuja plataforma foi multada pela UE, chamou o bloco de "monstro burocrático" que precisa ser abolido.