
Kremlin reage à prorrogação, pelos EUA, das sanções anti-russas

O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, comentou nesta sexta-feira (20) a prorrogação das sanções dos Estados Unidos contra a Rússia em meio às negociações por um acordo de paz no conflito na Ucrânia.

"O processo de negociação, como já afirmamos repetidamente, é complexo e demorado. Portanto, é claro que não tínhamos expectativas exageradas", disse ao ser questionado, classificando a prorrogação das medidas como uma decisão "praticamente automática".
"E o que acontecerá após o processo de negociação, veremos com base nos resultados", concluiu Peskov.
Prorrogação das sanções
A Casa Branca prorrogou por mais um ano as sanções impostas por Washington contra Moscou devido ao conflito na Ucrânia.
Segundo documento assinado na quarta-feira (18), Washington continua considerando que as ações e políticas do governo russo em relação ao país representam uma "ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos".
O governo russo afirma reiteradamente que os próprios países que adotam medidas contra Moscou acabam sofrendo consequências e sustenta que as sanções ocidentais não influenciam sua política e não produzem efeito.
O presidente russo, Vladimir Putin, apontou em outubro de 2025 o caráter "político e econômico" das sanções americanas, dizendo que elas têm como finalidade "exercer pressão sobre a Rússia".
"Nenhum país ou povo que se preze toma decisões sob pressão", declarou Putin na ocasião.

