Foram confirmados até o momento 48 casos de mpox no país, com a maior parte em São Paulo (41). Outros estados com casos confirmados incluem Rio de Janeiro (3 casos), Distrito Federal (1), Rondônia (1), Santa Catarina (1) e Rio Grande do Sul (1), segundo o Ministério da Saúde.
Até agora, não houve registro de óbito, e a maioria apresenta quadro leve ou moderado, conforme publicado pelo O Globo.
Situação em São Paulo
O estado concentra o maior número de casos, além dos 48 confirmados, há 62 casos suspeitos, 53 descartados, 11 sem informação e 1 classificado como provável.
Todas as unidades de saúde seguem protocolos de testagem, monitoramento e acompanhamento contínuo.
Medidas recomendadas:
Rastreamento de contatos por 14 dias
Isolamento de suspeitos sempre que possível
Higienização frequente das mãos
Procura imediata de unidades de saúde em caso de sintomas como febre, erupções cutâneas e linfonodos inchados
Como o vírus se comporta
A mpox pertence à mesma família da varíola, mas geralmente é mais branda. Existem duas cepas principais:
Clado 1 (África Central/Congo)
Clado 2 (África Ocidental/Nigéria), responsável pela disseminação global em 2022, incluindo a subvariante 2b, que se espalha via relações sexuais
Atualmente, evidências indicam que Clado 1 também pode se propagar sexualmente.
Sintomas comuns
Febre, dores musculares, cansaço e linfonodos inchados
Lesões na pele (bolhas) que geralmente começam no rosto e se espalham para mãos, pés e, em casos de transmissão sexual, genitálias
Período de incubação: 6 a 13 dias, podendo chegar a 21 dias
Casos leves desaparecem em 2 a 3 semanas sem tratamento específico
Prevenção e vacinação
Lavar as mãos frequentemente e evitar contato com pessoas infectadas
Quem pode se vacinar:
Pessoas com HIV acima de 18 anos e contagem de células T CD4 < 200
Profissionais de laboratórios que lidam com Orthopoxvírus (NB-2), entre 18 e 49 anos