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Reino Unido negou a Trump o uso de suas bases para atacar Irã, revela imprensa britânica

Pelos acordos bilaterais, essas instalações só podem ser empregadas em operações militares contra terceiros países com autorização prévia de Londres.
Reino Unido negou a Trump o uso de suas bases para atacar Irã, revela imprensa britânicaGettyimages.ru / Pictures from History

O governo do Reino Unido não autorizou o uso de bases militares em seu território para ataques dos EUA contra o Irã, informou na quinta-feira (19) o jornal The Times.

Segundo o jornal, os planos militares da Casa Branca envolvem tanto a base militar americana no atol de Diego Garcia (território britânico ultramarino reivindicado por Maurício) quanto a RAF Fairford, base da Força Aérea Real no condado de Gloucestershire, na Inglaterra, que abriga a frota de bombardeiros pesados dos EUA na Europa.

Na quarta-feira (18), Trump declarou no Truth Social que, "se o Irã decidir não chegar a um acordo, poderá ser necessário que os EUA usem Diego Garcia e o aeródromo localizado em Fairford para impedir um possível ataque de um regime altamente instável e perigoso." Trump afirmou, no Truth Social, que uma agressão potencial "poderia ser perpetrada contra o Reino Unido, bem como contra outros países amigos" dos EUA.

Pelos acordos bilaterais, essas instalações só podem ser empregadas em operações militares contra terceiros países com autorização prévia do governo britânico.

  • Segundo o direito internacional, não há distinção entre um Estado que realiza um ataque e aqueles que o apoiam, se estes últimos tiverem "conhecimento das circunstâncias do ato internacionalmente ilícito". 
  • As declarações de Trump surgiram em meio à decisão de Londres de transferir a soberania sobre as Ilhas Chagos, incluindo Diego Garcia, para Maurício. O Reino Unido concordou em pagar milhões de dólares anualmente como parte de um acordo de arrendamento, que lhe permitirá manter o controle de Diego Garcia por 99 anos.
  • Na publicação nas redes, Trump afirmou que "o primeiro-ministro Starmer não deve perder o controle, por qualquer motivo, de Diego Garcia", chamando o contrato de arrendamento de "frágil".