O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, anunciou na quinta-feira (19) que o país abandonou formalmente a Convenção de Ottawa, que proíbe o uso, armazenamento, produção e transferência de minas antipessoais, informou a mídia local.
No âmbito do programa "Escudo Oriental", Varsóvia afirma que, em breve, será capaz de minar toda a sua fronteira oriental em apenas 48 horas. A decisão faz parte de um "acordo regional de solidariedade" pelo qual outros países do flanco oriental da OTAN — Finlândia, Lituânia, Letônia e Estônia — também se retiraram do tratado.
O ministro da Defesa e vice-primeiro-ministro da Polônia, Władysław Kosiniak-Kamysz, afirmou que, após a reunião do Grupo E5 em Cracóvia —formado pelas principais potências militares europeias: França, Alemanha, Itália, Reino Unido e Polônia—, será possível ampliar o fortalecimento do potencial bélico, especificamente no campo das minas antipessoais.
A Polônia comunicou sua intenção de abandonar a Convenção de Ottawa no início de 2025 e, em julho do mesmo ano, o então presidente Andrzej Duda assinou a lei que retira o país do tratado, sendo que agora a retirada entrou oficialmente em vigor.