
Vídeo mostra momento em que síndico ataca corretora em subsolo de prédio em Goiás

As imagens que registram os últimos momentos da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, antes de desaparecer foram divulgadas nesta quinta-feira (19) e revelam o instante em que ela é atacada no subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas, no sul de Goiás.
O vídeo estava no celular da vítima e não chegou a ser enviado a uma amiga, como outros registros feitos por ela pouco antes, revelou o portal g1.
No dia 17 de dezembro de 2025, Daiane desceu ao subsolo para verificar uma queda de energia em um dos apartamentos administrados por sua família. Enquanto filmava a situação, acabou surpreendida. Segundo a investigação, o síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, aparece nas imagens à espera da corretora.
"Ele estava com luvas nas duas mãos e com a capota (da caminhonete) aberta. Ele posicionou o carro mais próximo ao local onde pretendia render a Daiane", explicou o delegado João Paulo Mendes.
O celular foi encontrado no dia 30 de janeiro, dentro de uma caixa de esgoto do prédio, após perícia realizada no local. De acordo com a polícia, o aparelho permaneceu na tubulação por 41 dias. O próprio síndico, que já estava preso, indicou onde o objeto havia sido descartado.
O vídeo mostra Daiane deixando o elevador e caminhando em direção aos quadros de energia. A partir daquele momento, ela não foi mais vista.
Corretora assassinada: vídeo mostra quando síndico ataca vítima em subsolo de prédio em Goiás https://t.co/u5xDZJSsVa#g1pic.twitter.com/lyuOOr7IP9
— g1 (@g1) February 19, 2026
Cléber foi preso no dia 28 de janeiro e confessou o assassinato. Em nota, a defesa informou que ainda não teve acesso a todos os documentos inseridos na investigação, especialmente ao relatório final, e que só irá se manifestar após análise completa do conteúdo.
O filho do síndico, Maicon Douglas de Oliveira, também foi detido sob suspeita de ajudar na ocultação de provas. Posteriormente, a polícia descartou o envolvimento dele no crime e informou que ele será solto.
A perícia concluiu que Daiane foi morta com dois tiros na cabeça. Segundo o delegado André Luiz Barbosa, os disparos provavelmente ocorreram fora do prédio. "A perícia mostrou claramente que qualquer disparo dado seria ouvido na recepção do prédio”, afirmou.
De acordo com o superintendente da Polícia Científica, Ricardo Matos, a arma utilizada foi uma pistola .380 semiautomática. Uma das balas ficou alojada na cabeça da vítima e a outra saiu pelo olho esquerdo.

O corpo foi localizado em uma área de mata a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas, após indicação do suspeito. Para a Polícia Civil, a recuperação do vídeo foi decisiva para esclarecer a dinâmica do crime. "Foi aí que conseguimos comprovar que o crime foi premeditado e cometido mediante emboscada", destacou o delegado João Paulo.
As investigações apontam que vítima e suspeito mantinham histórico de conflitos relacionados à administração de seis apartamentos da família de Daiane. Segundo a polícia, o síndico teria sido denunciado por perseguição. Ao todo, há 12 processos envolvendo os dois na Justiça.
