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Trump dá pistas de qual base pode usar para eventual ataque ao Irã

A localização estratégica abriga uma das poucas bases fora dos EUA com capacidade para abrigar aviões bombardeiros estratégicos e tem papel fundamental nas operações militares no Oriente Médio.
Trump dá pistas de qual base pode usar para eventual ataque ao IrãAP / AP Photo/Matt Rourke

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que pode usar a base militar Diego Garcia, localizada no arquipélago de Chagos, para um eventual ataque ao Irã, caso a nação persa não decida chegar a um acordo, em uma postagem na rede social Truth Social, na quarta-feira (18).

"Se o Irã decidir não chegar a um acordo, pode ser necessário que os Estados Unidos utilizem  Diego Garcia e o aeródromo localizado em Fairford para erradicar um potencial ataque de um regime altamente instável e perigoso, um ataque que poderia ser dirigido tanto contra o Reino Unido quanto contra outros países amigos", escreveu o presidente em sua rede social Truth Social.

Ele também reiterou suas críticas à decisão do Reino Unido de ceder o controle das Ilhas Chagos a Maurício e o arrendamento da base Diego Garcia por 99 anos. "Nossa relação com o Reino Unido é forte e poderosa, e tem sido assim por muitos anos, mas o primeiro-ministro Starmer está perdendo o controle desta importante ilha devido a reivindicações de entidades até agora desconhecidas. Em nossa opinião, elas são fictícias por natureza", afirmou.

Nesse sentido, ele afirmou que, se esse território for retirado do Reino Unido, isso se tornará uma "mancha" em seu "grande aliado". "Sempre estaremos prontos, dispostos e capazes de lutar pelo Reino Unido, mas eles devem se manter fortes", concluiu.

O acordo

Em maio de 2025, o governo britânico concordou em ceder a soberania sobre as ilhas Chagos ao arquipélago de Maurício e a arrendar uma base militar estratégica na ilha Diego Garcia por 101 milhões de libras por ano (136 milhões de dólares) durante 99 anos.

O arquipélago está localizado no Oceano Índico e é considerado estrategicamente importante no sudeste asiático. Nesse contexto, o jornal The Independent destaca que os EUA utilizam a base em Diego Garcia para seus navios e bombardeiros de longo alcance.

"Um ato de grande estupidez"

Anteriormente, o presidente já havia criticado a decisão de Londres, classificando-a como "um ato de grande estupidez, com uma longa lista de razões de segurança nacional pelas quais a Groenlândia deve ser adquirida".

"Não há dúvida de que a China e a Rússia perceberam esse ato de total fraqueza. São potências internacionais que só reconhecem a força, por isso os Estados Unidos, sob minha liderança, agora, após apenas um ano, são respeitados como nunca antes", afirmou.