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'Temos que chegar a um acordo com o Irã, senão coisas ruins vão acontecer', alega Trump

O presidente dos EUA afirmou que Witkoff e Kushner tiveram "boas reuniões" com os representantes do Irã.
'Temos que chegar a um acordo com o Irã, senão coisas ruins vão acontecer', alega TrumpGettyimages.ru / Chip Somodevilla /

Donald Trump comentou sobre as negociações dos EUA com o Irã a respeito do programa nuclear da nação persa, ameaçando que poderiam acontecer "coisas ruins" caso as partes não cheguem a um acordo.

O presidente afirmou que o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, tiveram "boas reuniões" com os representantes de Teerã.

"Eles tiveram reuniões muito interessantes relacionadas ao Irã, que, como vocês sabem, é um ponto de discórdia no momento, e estão se reunindo e mantendo um bom relacionamento com os representantes do Irã", declarou.

Trump enfatizou que, ao longo dos anos, "ficou demonstrado que chegar a um acordo significativo" com Teerã não é fácil, mas que os dois países precisam fazê-lo. "Precisamos chegar a um acordo significativo, caso contrário, coisas ruins vão acontecer", alertou.

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Tensões entre Washington e Teerã

  • A tensão entre os Estados Unidos e o Irã aumentou no início de janeiro, quando Trump ameaçou uma intervenção militar, alegando preocupação com os participantes dos protestos internos no Irã. Embora as manifestações tenham cessado, Washington manteve a pressão, recalibrando seu argumento de volta à oposição aos programas nucleares e de mísseis de Teerã.
  • Em 27 de janeiro, a retórica se transformou em ação: Trump anunciou o envio de uma "maravilhosa armada" ao Irã, após o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln ao Oriente Médio, colocando assim o país persa em sua mira.
  • Teerã respondeu com uma advertência clara: qualquer ação militar será considerada uma declaração de guerra, e afirmou que suas forças estão prontas para responder imediatamente. No entanto, também deixou uma porta aberta para o diálogo, condicionando-o ao "respeito mútuo".
  • Em 2 de fevereiro, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, Abdolrahim Mousaviadvertiu que qualquer erro de cálculo por parte daqueles que tentarem atacar seu país desencadeará uma resposta contundente por parte da República Islâmica.