
Rússia, China e Irã unirão forças em exercícios navais no Estreito de Ormuz

A Rússia, a China e o Irã farão exercícios navais conjuntos no Estreito de Ormuz, informou o conselheiro presidencial e chefe do Colégio Marítimo Nacional da Rússia, Nikolay Patrushev, em entrevista publicada na quarta-feira (18).
"Atualmente, a tarefa fundamental é construir uma ordem mundial multipolar nos oceanos, e a Rússia e seus parceiros estratégicos estão trabalhando ativamente nesse sentido", declarou Patrushev, referindo-se às manobras, denominadas "Cinturão de Segurança Marítima 2026".
Patrushev destacou que os fatos indicam que o mar está se tornando novamente "uma plataforma para agressões militares". "A antiga prática da 'diplomacia dos canhoneiros' está ressurgindo, como demonstram os acontecimentos na Venezuela e em torno do Irã", afirmou.

"No entanto, não se deve avaliar apenas pelas ações dos países ocidentais. O Ocidente dominou os mares durante muito tempo, até o início deste século, mas hoje sua hegemonia está, em muitos aspectos, no passado", acrescentou.
Serão os oitavos exercícios navais conjuntos do "Cinturão de Segurança Marítima". As manobras, realizadas no norte do Oceano Índico, foram iniciadas em 2019 por iniciativa da Marinha da República Islâmica do Irã.
Seu objetivo é fortalecer a segurança do comércio marítimo global por meio do combate à pirataria, ao terrorismo marítimo e da coordenação de operações de resgate no mar, conforme informa a agência Tasnim.
