Rússia afirma que EUA estão tentando excluir Moscou dos mercados globais de energia

Chanceler russo acusa Washington de pressionar países e empresas para limitar exportações energéticas de Moscou.

Os Estados Unidos estão tentando excluir a Rússia dos mercados de energia, apesar do desejo russo de normalizar as relações, afirmou o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov, em entrevista ao canal de televisão do Catar Al Arabiya na quarta-feira (18).

Ele observou que o presidente Donald Trump enfatizou repetidamente a necessidade de resolver o conflito ucraniano o mais rápido possível antes de prosseguir com projetos conjuntos.

"Se os americanos estivessem sinceramente nos dizendo: 'Vamos resolver a Ucrânia e iniciaremos uma cooperação mutuamente benéfica'. Em vez disso, estão tentando nos excluir dos mercados globais de energia", disse.

Como prova, ele citou as sanções contra as petrolíferas russas Lukoil e Rosneft, a pressão sobre a Índia para que pare de comprar petróleo russo e a proibição da participação de empresas russas na indústria petrolífera da Venezuela.

"Concordamos com nossos colegas americanos, além das negociações político-militares que estão ocorrendo em Genebra com um painel ampliado, em criar um grupo de trabalho econômico bilateral. Dentro desse grupo, discutiremos todas essas questões. Queremos entender o que significa 'benefícios mútuos' segundo o governo Trump", concluiu o ministro das Relações Exteriores.

Liderança russa no mercado energético

Lavrov afirmou anteriormente que o objetivo de Washington é "assumir o controle de todas as rotas de fornecimento de energia de todos os países líderes e de todos os continentes". Acrescentou que a posição de liderança da Rússia no mercado global de energia nuclear também representa um desafio para os americanos.

"Nos países onde já temos projetos e experiência, incluindo os nossos vizinhos e vários países europeus, os americanos estão a trabalhar para converter os seus setores energéticos aos seus próprios padrões. E não o escondem", reiterou.