O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou na quarta-feira (18) que seu país não quer um confronto, mas também não cederá à pressão externa, segundo a agência de notícias IRNA.
"Não queremos guerrear; acredito que devemos deixar a guerra de lado, mas se eles quiserem nos forçar, devemos nos submeter a qualquer preço? Considero inaceitável que o Irã se submeta", disse Pezeshkian durante um encontro com intelectuais e ativistas culturais na província de Lorestan.
Ele questionou as intenções dos Estados Unidos, observando que Washington anunciou publicamente seu interesse nos recursos petrolíferos de outros países.
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O presidente elogiou a coragem dos moradores de Lorestan e afirmou que "é errado intimidar o povo desta região e desta terra".
Tensões entre EUA e Irã
Estes exercícios navais conjuntos ocorrerão em meio às crescentes tensões entre Teerã e Washington, que ameaçou uma intervenção militar devido aos protestos no país persa. Embora as manifestações tenham cessado posteriormente, os EUA mantiveram a pressão, redirecionando seus argumentos para os programas nuclear e de mísseis de Teerã.
Em 6 de fevereiro, foi realizada em Mascate, Omã, a primeira jornada de contatos indiretos entre os EUA e o Irã sobre a questão nuclear. Após o encontro, o presidente americano Donald Trump afirmou que o lado iraniano "parece muito interessado em chegar a um acordo". Por sua parte, Teerã descreveu o ambiente como "positivo", e confirmou a vontade de manter o canal de diálogo aberto.
Ao mesmo tempo, a nação persa tem assegurado repetidamente que está preparada para responder a qualquer "erro estratégico" dos EUA com golpes "pesados". Além disso, alertaram que a interrupção completa do enriquecimento de urânio é "absolutamente inaceitável" para o Irã.