Drone estratosférico russo promete rivalizar com Starlink e resistir a mísseis

Além de fornecer internet, o drone pode ser usado eficazmente na guerra eletrônica para interferir na navegação inimiga e nos sinais aéreos.

Terão início em março os voos de teste do drone estratosférico Argus, que, segundo seus criadores, será capaz de fornecer serviços de internet tanto para militares russos quanto para usuários comuns que buscam alta velocidade, informou o jornal Izvestia na quarta-feira (18).

Os engenheiros russos conceberam o drone como uma alternativa aos satélites de comunicação Starlink, além de um eficaz sistema de guerra eletrônica.

O drone foi projetado para permanecer no ar indefinidamente, alimentado por energia solar. Sua funcionalidade equipara-se à de satélites modernos, com a vantagem de operar em altitudes estratosféricas – entre 15 e 24 km. Essa grande altura torna-o praticamente invulnerável a mísseis portáteis, exigindo sistemas antiaéreos de longo alcance, como os S-300 ou Patriot, para ser interceptado.

"O preço de um míssil desse tipo supera em muito o custo do próprio drone. Mesmo que o inimigo decida abater um Argus, gastará milhões de dólares para destruir um aparelho que custa apenas algumas moedas. É uma vitória econômica, ainda antes de começar o combate", destacou o chefe do projeto, Nikolas Oxman.

O controle de voo do aparelho pode ser realizado tanto de forma automática quanto manual. 

Também pode ser usado eficazmente na guerra eletrônica para interferir na navegação inimiga e nos sinais aéreos, bem como para monitorar continuamente a superfície em tempo real.