Ex-presidente da Coreia do Sul é condenado à prisão perpétua por tentativa de golpe

O tribunal considerou Yoon Suk-yeol culpado por liderar uma insurreição, embora tenha imposto uma pena inferior à pena de morte solicitada pelos procuradores especiais.

O Tribunal Central do Distrito de Seul condenou nesta quinta-feira (19) o ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol à prisão perpétua por tentativa de decretar lei marcial em 2024, informou a agência Yonhap.

A audiência, transmitida ao vivo para todo o país, contou com a presença do ex-presidente, que está preso.

Na primeira resolução sobre o caso, o tribunal declarou Yoon culpado de liderar insurreição, embora tenha imposto uma pena menor do que a pena de morte pedida pela promotoria.

O tribunal determinou que a declaração da lei marcial constituiu uma insurreição ao enviar tropas ao Parlamento com o objetivo de paralisar as suas funções.

Yoon Suk-yeol tornou-se, em janeiro de 2025, o primeiro presidente a ser acusado sob custódia física enquanto ainda estava no cargo. 

Ele foi libertado em março após uma ordem que anulou a prisão, mas foi detido novamente em julho por acusações adicionais relacionadas a lei marcial.

Em janeiro, o ex-presidente foi condenado a cinco anos de prisão por acusações que incluem a obstrução da tentativa de sua detenção.