Vacina experimental contra forma mais agressiva de câncer de mama apresenta avanços

O método analisa o perfil genético do tumor, identifica neoantígenos e cria um mRNA que ensina o sistema imunológico a reconhecê-los e atacá-los.

Uma vacina experimental contra o câncer de mama triplo-negativo, um dos mais agressivos e com menos opções terapêuticas, apresentou resultados iniciais promissores, segundo estudo publicado nesta quinta-feira (19) na revista Nature.

Os resultados foram apresentados pela companhia alemã BioNTech, que utilizou técnica de mRNA (RNA mensageiro) no desenvolvimento.

O mRNA é um tipo de ácido ribonucleico que transporta o código genético do DNA, no núcleo celular, até o ribossomo no citoplasma.

A vacina da BioNTech — diferente das preventivas tradicionais — é personalizada, projetada para gerar resposta imune específica contra mutações presentes em cada paciente.

O método analisa o perfil genético do tumor, identifica neoantígenos e cria um mRNA que ensina o sistema imunológico a reconhecê-los e atacá-los.

Os testes foram feitos em 14 pacientes com câncer de mama triplo-negativo em estágio inicial, e todos apresentaram resposta imune robusta. Também foi observada uma menor taxa de recidiva em comparação com outros estudos.

Os cientistas ressaltam que a vacina não substitui os tratamentos atuais e afirmam que serão necessários maiores estudos para confirmar sua eficácia e segurança.