O líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, criticou nesta quarta-feira (18) a decisão do Comitê Paralímpico Internacional (CPI) de permitir atletas da Rússia e de Belarus de competirem sob suas bandeiras nacionais nos Jogos Paralímpicos de Inverno de 2026, que ocorrerão nas comunas italianas de Milão e Cortina d'Ampezzo em março de 2026.
"É uma decisão suja [...] uma decisão absolutamente terrível e uma decisão injusta", afirmou Zelensky em entrevista a Piers Morgan, prometendo reagir à decisão do CPI.
O ministro do Esporte ucraniano, Matvei Bidnyi, anunciou que, em resposta à medida, Kiev decidiu boicotar os Jogos Paralímpicos e seus funcionários não comparecerão à cerimônia de abertura nem a nenhum evento das competições.
Uma decisão semelhante foi anunciada pelo comissário de Esportes da União Europeia (UE), Glenn Micallef, que também não comparecerá à cerimônia de abertura.
Micallef classificou a decisão como "inaceitável" em um comunicado no X. "Não comparecerei à Cerimônia de Abertura dos Jogos Paralímpicos. Faço isso com respeito aos atletas, mas com clareza sobre os princípios em jogo [...] Faço um apelo aos meus homólogos que pensam da mesma forma para que adotem a mesma postura", escreveu.
- Graças à decisão do CPI, os atletas russos e bielorrussos competirão sob sua própria bandeira e o hino nacional de seus países será executado para os medalhistas de ouro. O órgão comunicou que a Rússia poderá enviar seis atletas e contará com duas vagas no esqui alpino paralímpico, duas no esqui de fundo paralímpico e duas no snowboard paralímpico. Já Belarus obteve quatro vagas no total, todas no esqui de fundo — uma masculina e três femininas.