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Como terminaram as negociações entre Rússia, EUA e Ucrânia em Genebra

O principal negociador da Rússia, Vladimir Medinsky, resumiu as negociações de dois dias como "difíceis, mas substanciais".
Como terminaram as negociações entre Rússia, EUA e Ucrânia em GenebraSputnik / Kirill Zikov

Nesta quarta-feira (18) foram concluídas as negociações trilaterais entre Rússia, Estados Unidos e Ucrânia realizadas na cidade suíça de Genebra. A reunião durou cerca de duas horas, enquanto no dia anterior as discussões se estenderam por aproximadamente seis horas, em diferentes formatos.

Quem liderou as reuniões?

  • A delegação da Rússia foi chefiada pelo assessor presidencial russo, Vladimir Medinsky;
  • Pelos Estados Unidos participaram o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, e o genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jared Kushner;
  • Já a delegação ucraniana foi liderada pelo chefe do Gabinete de Vladimir Zelensky, Kirill Budanov*.

Embora as capitais europeias não participem oficialmente dessas negociações trilaterais, Jonathan Powell, assessor de segurança nacional do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, foi visto no hotel InterContinental, onde ocorreram as reuniões.

Segundo relatos, Powell tomou café da manhã na terça-feira (17) com Witkoff, Kushner e o secretário do Exército dos EUA, Dan Driscoll.

Por sua vez, o líder do regime de Kiev revelou em suas redes sociais que "a delegação ucraniana, junto com a equipe americana, reuniu-se em Genebra com representantes europeus: do Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Suíça".

Como as partes avaliaram as negociações?

  • O principal negociador russo, Vladimir Medinsky, descreveu as conversas como "difíceis, mas substanciais". Ele detalhou que o trabalho foi realizado em vários formatos: houve contatos separados entre Moscou e Washington, entre Moscou e Kiev, além de reuniões trilaterais.
  • Em Washington, as negociações em Genebra foram avaliadas de forma positiva. "O sucesso do presidente Trump ao colocar ambas as partes desta guerra na mesma mesa permitiu alcançar avanços significativos, e estamos orgulhosos de trabalhar sob sua liderança para deter as mortes neste terrível conflito", escreveu Witkoff em sua conta na rede X.
  • A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou posteriormente que durante as negociações foi alcançado um "progresso significativo". "Ambas as partes concordaram em informar seus respectivos líderes e continuar trabalhando juntas para alcançar um acordo de paz. Portanto, haverá outra rodada de conversas no futuro. Mas acredito que o presidente vê toda essa situação como muito injusta, não apenas para os russos e os ucranianos que perderam a vida, mas também para o povo americano e o contribuinte americano, que estavam arcando com o custo desta guerra", afirmou em coletiva de imprensa.
  • Por sua vez, Vladimir Zelensky avaliou o trabalho nos temas militares como "construtivo", já que as partes, em geral, entendem como poderia ser organizado o monitoramento de um cessar-fogo e do fim do conflito, "se houver vontade política".
  • Enquanto isso, o porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, considera prematuro avaliar as negociações nesta etapa, até que as delegações informem aos líderes de seus países os resultados das conversas.

Haverá novo encontro?

A data da próxima rodada de negociações ainda não foi definida. No entanto, representantes russos, americanos e do regime de Kiev concordam que as conversas continuarão "em um futuro próximo".

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, destacou que o local das próximas negociações ainda não foi determinado.

*Incluído na lista de terroristas e extremistas da Rússia.