Homem é condenado a prisão por tatuar crianças e dizer às vítimas que desenhos eram temporários

O oriundo de Newcastle, de 31 anos, declarou-se culpado de três acusações de crueldade infantil e recebeu ainda uma ordem de restrição de dez anos.

Um homem foi condenado a três anos de prisão no Reino Unido por tatuar permanentemente três crianças e afirmar a uma delas que o desenho seria temporário. A Justiça classificou o caso como "incrivelmente estúpido" e "muito prejudicial".

Patrick Coe, de 31 anos, natural de Newcastle, declarou-se culpado de três acusações de crueldade infantil perante o Newcastle Crown Court. Além da pena de prisão, foi-lhe imposta uma ordem de restrição por dez anos, segundo informou a imprensa local nesta terça-feira (18).

De acordo com o que foi apresentado no tribunal, uma das vítimas foi convencida de que a tatuagem seria temporária e posteriormente removida. O procedimento foi realizado com a ajuda de um kit caseiro e provocou dor nas crianças, que precisaram ser encaminhadas a um hospital, onde receberam medicação preventiva contra hepatite e tétano. Uma delas desenvolveu uma infecção leve após a tatuagem.

''Não via nada de errado''

Após a detenção, Coe admitiu os fatos, mas afirmou que "não via nada de errado" no que havia feito. Durante a audiência, foi relatado que ele riu e fez piadas sobre o ocorrido, além de considerar a situação divertida.

Segundo as autoridades, o homem deixou as crianças física e emocionalmente prejudicadas. "As crianças não escolheram ter uma tatuagem permanente (…) Estão visivelmente marcadas com um lembrete permanente do senhor e disso", declarou a juíza Sarah Mallett. "Foi algo incrivelmente estúpido e tolo, e também muito prejudicial", acrescentou.