
Veja como Rússia e Irã se preparam para exercícios navais em conjunto

As forças navais da Rússia e do Irã realizarão, nesta quinta-feira (19), exercícios conjuntos no Golfo de Omã e no norte do Oceano Índico, informou a agência iraniana Mehr.
O contra-almirante iraniano Hassan Maghsoudloo explicou que o objetivo das manobras é "promover a segurança e a interação marítima sustentável" nessas regiões.
"Outros objetivos deste exercício são o desenvolvimento da cooperação marítima conjunta e o fortalecimento das relações entre as Marinhas de ambos os países no planejamento e implementação de operações conjuntas", detalhou.

Maghsoudloo também ressaltou a importância de agir em conjunto diante de ameaças à segurança marítima dos países, "especialmente no âmbito da proteção de navios mercantes e petroleiros", bem como contra o "terrorismo marítimo".
Por sua vez, Alexey Sergeyev, comandante da flotilha russa, destacou as relações amistosas entre as duas nações. "O nível de interação e cooperação existentes demonstra que podemos gerir e resolver juntos muitos problemas e desafios marítimos e costeiros", afirmou.

Tensões entre EUA e Irã
Estes exercícios navais conjuntos ocorrerão em meio às crescentes tensões entre Teerã e Washington, que ameaçou uma intervenção militar devido aos protestos no país persa. Embora as manifestações tenham cessado posteriormente, os EUA mantiveram a pressão, redirecionando seus argumentos para os programas nuclear e de mísseis de Teerã.

Em 6 de fevereiro, foi realizada em Mascate, Omã, a primeira jornada de contatos indiretos entre os EUA e o Irã sobre a questão nuclear. Após o encontro, o presidente americano Donald Trump afirmou que o lado iraniano "parece muito interessado em chegar a um acordo". Por sua parte, Teerã descreveu o ambiente como "positivo", e confirmou a vontade de manter o canal de diálogo aberto.
Ao mesmo tempo, a nação persa tem assegurado repetidamente que está preparada para responder a qualquer "erro estratégico" dos EUA com golpes "pesados". Além disso, alertaram que a interrupção completa do enriquecimento de urânio é "absolutamente inaceitável" para o Irã.
