Atletas paralímpicos russos vão competir pela primeira vez desde 2014 sob sua bandeira nacional nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina 2026, informou a imprensa na terça-feira (17), citando decisão do Comitê Paralímpico Internacional (IPC) de conceder vagas limitadas a competidores da Rússia e de Belarus, que estavam banidos da maioria das competições desde o início da operação militar especial em 2022.
A Rússia recebeu seis vagas: duas no esqui alpino, duas no cross-country e duas no snowboard paralímpico. Belarus vai ter direito quatro vagas no cross-country.
A decisão ocorre após vitória dos dois países no Tribunal Arbitral do Esporte contra a Federação Internacional de Esqui (FIS) em dezembro, que lhes garantiu o direito de competir e pontuar.
O comissário de Esportes da União Europeia, Glenn Micallef, anunciou no X que irá boicotar a cerimônia de abertura, classificando o retorno das bandeiras russa e bielorrussa como "inaceitável" enquanto o conflito ucraniano persistir e pediu que "colegas de mesma opinião" sigam seu exemplo.
Moscou tem denunciado países ocidentais por pressionarem pelo banimento de atletas russos por motivos políticos e critica entidades esportivas internacionais por politizarem o esporte.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, já havia declarado que atletas devem ter igualdade de acesso com base no mérito, ressaltando que "a política não tem lugar no esporte".